segunda-feira, 7 de março de 2011

O CASO DO VESTIDO, DRUMMOND




Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?

Minhas , é o vestido
de uma dona que passou.

Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?

Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.

Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.

Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.

O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.

Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!

Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.

Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.

E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,

se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,

chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,

me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,

mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.

Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,

beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.

Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,

me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,

que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...

Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.

Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.

Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.

Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.

E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.

Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.

Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,

só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.

Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.

Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.

O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,

mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.

Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.

Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.

Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,

visitei vossos parentes,
não comia, não falava,

tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.

Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,

perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,

minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,

minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.

Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.

Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,

pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.

Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,

que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,

última peça de luxo
que guardei como lembrança

daquele dia de cobra,
da maior humilhação.

Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.

Mas então ele enjoado
confessou que só gostava

de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,

fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,

me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,

me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,

bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,

dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.

Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito

de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.

Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.

Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?

quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?

quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?

quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?

Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.

Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.

Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada

vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,

mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,

põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,

comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,

comia meio de lado
e nem estava mais velho.

O barulho da comida
na boca, me acalentava,

me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito

de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.

Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.


Texto extraído do livro "Nova Reunião"

sábado, 5 de março de 2011

AMADO, VANESSA DA MATA


Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você.


Aprendi que há ocasiões em que as palavras calam para dar lugar ao superior e sublime silêncio que responde tudo!

sexta-feira, 4 de março de 2011

NOSSO CARNAVAL!!!


O dia para ser feliz: HOJE!

Para aqueles que pensam que o ensino deve ser ministrado somente entre as quatros paredes, mostramos que não é bem assim!
Estes meninos e meninas, hoje, aprenderam lições sobre cultura e cidadania.
Hoje, fomos mais felizes e voltamos para casa com o gostinho de ter espalhado a alegria!!ksksksksk










quarta-feira, 2 de março de 2011

SANGRANDO, GONZAGUINHA

Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando

Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SEM VOCÊ, ROSA DE SARON




Minha vida, minha história
Só fez sentido quando te conheci
Seus olhos, sua face, me levam além do que pensei
Se às vezes me escondo, em você me acho
Nem dá pra disfarçar
Preciso dizer: você faz muita falta
Não há como explicar...

Foi sem você que eu pude entender
Que não é fácil viver sem te ter
Meu coração me diz que não
Eu não consigo viver sem você, sem você

Minha vida, minha história, só fez sentido, quando te conheci
Seu olhos, sua sagrada face, me levam além do que pensei
Se às vezes me escondo, em você me acho, nem dá pra disfarçar...
Preciso dizer, você faz muita falta,
Não há como explicar...

Foi sem você que eu pude entender
Que não é fácil viver sem te ter
Meu coração me diz que não
Eu não consigo viver sem você, sem você...
Nunca sem você
Meu senhor, meu senhor eu não sou nada,

Sem você, sem você...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

DINÂMICA: A VIAGEM - ABERTURA DO ANO LETIVO-14/02/2011 (MUNICÍPIO)


Nas minhas férias da escola resolvi fazer uma viagem. Resolvi conhecer os países da América e fiquei espantada ao perceber como cada país tinha culturas diferentes principalmente em relação à saudação. Que espantoso!
O primeiro país que visitei foi a Argentina. Lá as pessoas se cumprimentavam apertando as mãos uma das outras.
O segundo país foi a Bolívia, lá as pessoas se cumprimentavam tocando o cotovelo com cotovelo.
O terceiro foi o Canadá, como foi no mês de janeiro e lá faz muito frio nessa época. As pessoas se cumprimentavam como um beijinho de esquimó. Sabem como é o beijinho de esquimó? Não!? Nele você toca nariz com nariz, de olhos abertos e dá um belo sorriso!
Nos Estados Unidos, quarto país visitado, as pessoas se cumprimentavam tocando barriga com barriga.
Quando visitei o México percebi que a forma de se cumprimentar era bem curiosa, as pessoas se cumprimentavam através de bumbum com bumbum.
Ao chegar ao Uruguai, que curioso, as pessoas se cumprimentavam através do pé com pé.
Ao chegar à Venezuela percebi que as pessoas se cumprimentavam inclinando o corpo para frente da outra pessoa e, consequentemente, a outra pessoa também se inclinava.
E finalmente, cheguei ao Brasil, aqui, as pessoas são calorosas e muito hospitaleiras, por isso saúdam a todos com um forte abraço.
                                                                                     Janaína Santos

Este texto surgiu da necessidade de fazer a acolhida dos alunos na escola que trabalho. A intenção foi fazer com que o grupo se integrasse de uma forma descontraída. Então reunimos todos no pátio e contamos a história da viagem.
Faz-se necessário saber que este texto pode ser trabalhado de forma interdisciplinar, me refiro à disciplina de Geografia, pois os países citados estão localizados na América pode ser uma forma de introdução. Embora que o objetivo principal foi, é, a integração da turma! Mas o que vale é a criatividade. Sempre!












 A ciranda.

 DINÂMICA: Protegendo a vida.





terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO



    * Aprender a Ser
     * Aprender a Conviver
     * Aprender a Fazer
     * Aprender a Conhecer (Aprender)