terça-feira, 18 de janeiro de 2011


As maravilhas criadas por Deus são perfeitas! Nestes momentos de contemplação do belo, percebemos a existência de Deus em nossas vidas sempre olhando por nós.

sábado, 8 de janeiro de 2011

LÍNGUA PORTUGUESA

          Última flor do Lácio, inculta e bela,
         És, a um tempo, esplendor e sepultura:
         Ouro nativo, que na ganga impura
         A bruta mina entre os cascalhos vela…
Amote assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
          Amo o teu viço agreste e o teu aroma
         De virgens selvas e de oceano largo!
         Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Olavo Bilac (1865 – 1918)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

LÍNGUA, CAETANO VELOSO

Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E um profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior
E quem há de negar que esta lhe é superior
E deixa os portugais morrerem à míngua
Minha pátria é minha língua
Fala Mangueira
Fala!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
o que pode
Esta língua

INÍCIO DAS CRÍTICAS...

Década de 80, início das críticas consistentes ao ensino de Língua Portuguesa.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

APRESENTAÇÃO DA MONOGRAFIA

APRESENTAÇÃO

            A gramática tradicional apresenta falhas que, em geral, se desencadeiam em três grandes pontos: sua inconsistência teórica e falta de coerência interna; seu caráter predominantemente normativo; e o enfoque centrado em uma variedade da língua, o dialeto padrão, com exclusão de todas as outras variantes. Os três pontos merecem destaque, pois somente teremos uma gramática satisfatória como base para o ensino quando alinharmos e repensarmos estes três pontos (PERINI, 2007:05). Numa nova perspectiva, este ensino não deve excluir estes três pontos, mas repensá-los, elucidando as informações de cunho normativo, em vista disso, privilegiando todas as variedades linguísticas, não somente a padrão. Não as medindo como melhor ou pior, mas somente inadequadas em umas situações e adequadas em outras. Deve, então, abandonar a ideia de que o português do Brasil é uma entidade simples e homogênea e adotar, ao contrário, que este mesmo português possui diversidade e que os brasileiros, em especial, são poliglotas dentro de sua própria língua.
            A partir da necessidade de se discutir um ensino realmente dinâmico/reflexivo da gramática surgiu a ideia deste projeto, inicialmente como ideias abstratas que foram ganhando formas e buscando sustentação através dos estudos e pesquisas realizadas na literatura, as quais serão citadas ao longo de toda a discussão. Para tanto foi utilizado como suporte a pesquisa bibliográfica, encaixando-se, também, a notória ferramenta como “Google acadêmico”.
            Este projeto tem o objetivo de discorrer sobre a necessidade da sistematização do ensino da gramática que vise à reflexão e não a uma simples transmissão dos conteúdos de modo vazio e inconsistente. Assim, além de constatar a necessidade de uma postura docente mais crítica e ativa, constata-se também a necessidade de uma renovação no ensino da gramática para um ensino sistemático, consistente e livre de contradições. Este projeto pode ser encarado como um convite à discussão sobre o ensino de gramática renovado que proporcione o exercício da argumentação e do raciocínio, contribuindo para a formação intelectual dos estudantes.
(...)

MONOGRAFIA

Ensino da gramática: Uma perspectiva reflexiva.

Autora: Profª. Janaína Santos

Graduação em Pedagogia e Letras.
 Especialização em Letras/Literatura.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O PRÍNCIPE DESENCANTADO

Literatura infanto-juvenil


            O primeiro beijo foi dado por um príncipe numa princesa que estava dormindo encantada há cem anos. Assim que foi beijada, ela acordou e começou a falar:
            - Muito obrigada, querido príncipe. Você por acaso é solteiro?
            - Sim, minha querida princesa.
            - Então nós temos que nos casar já! Você me beijou, e foi na boca, afinal de contas não fica bem, não é mesmo?
            - É... Querida princesa.
            - Você tem um castelo, é claro.
            - Tenho... Princesa.
            - E quantos quartos tem o seu castelo, posso saber?
            - Trinta e seis.
            - Só? Pequeno hein! Mas não faz mal, depois a gente faz umas reformas... Deixa eu pensar quantas amas eu vou ter que contratar... Umas quarenta eu acho que dá!
            - Tantas assim?
            - Ora, meu caro, você não espera que eu vá gastar as minhas unhas varrendo, lavando e passando, não é?
            - Mas quarenta amas?
            - Ah, eu não quero nem saber. Eu não pedi para ninguém vir até aqui me beijar, e já vou avisando que quero umas roupas novas, as minhas devem estar fora de moda, afinal, passaram-se cem anos, não é mesmo? E quero uma carruagem de marfim, sapatinhos de cristal e... e... joias é claro! Eu quero anéis, pulseiras, colares, tiaras, coroas, cetros, pedras preciosas, semipreciosas, pepitas de ouro e discos de platina!
            - Mas eu não sou o rei das Arábias, sou apenas um príncipe...
            - Não me venha com desculpas esfarrapadas! Eu estava aqui dormindo e você veio e me beijou e agora vai querer que eu ande por aí como uma gata borralheira? Não, não e não, e outra vez não e mais uma vez não!
            Tanto a princesa falou que, o príncipe se arrependeu de ter ido até lá e a beijado. Então, teve uma ideia. Esperou a princesa ficar distraída, se jogou sobre ela e deu outro beijo, bem forte. A princesa caiu imediatamente em sono profundo, e dizem que até hoje está lá, adormecida. Parece que a notícia se espalhou e os príncipes passam correndo pela frente do castelo onde ela dorme, assobiando e olhando para o outro lado.
                                                                             Flávio de Souza. Príncipes e princesas, sapos e lagartos.
                                                                                        São Paulo, FTD, 1993.



Análise textual


            O príncipe desencantado é uma versão cômica do conto A Bela Adormecida. Esse texto de Flávio Souza conta uma história a partir do fim, com o objetivo de ironizar o final romântico dos contos de fadas “e foram felizes para sempre”. Além disso, nos mostra a figura de uma princesa sem estereótipos. Pois, as princesas dos contos tradicionais costumam ser bonitas, gentis, educadas, humildes e principalmente submissas a seus maridos. Contudo, aquela apresentada no texto possui um temperamento totalmente diferente. Ela é arrogante, faladeira, esperta, atrevida e muito ambiciosa, em outras palavras foge completamente aos padrões pré-estabelecidos.
            O texto também se apresenta com um tom cômico em consequência do temperamento da princesa e do final inusitado.
            Por outro lado, temos a figura do príncipe que mesmo decepcionado com a princesa consegue manter a educação e a calma. Mas, consegue armar uma estratégia para conseguir se livrar do pesado fardo “a princesa ambiciosa”. Depois de conseguir o almejado ele sai avisando aos demais da personalidade da jovem. Que dessa forma, estará fadada a viver para sempre em um sono profundo.
            O conto O príncipe desencantado é um texto que tenta mostrar o outro lado das histórias infantis, pois nos abre a cortina para a existência de personagens não idealizados, mas sim com defeitos e virtudes. Os estereótipos começam a se desfazerem a partir do próprio título que quer dizer príncipe decepcionado e depois com o desfecho longe da concordância no plural “viveram felizes para sempre”. Podendo ser posto no final “viveu feliz para sempre” porque o único que acabou bem na história foi o príncipe que, por sua vez, espalhou a má fama da princesa eliminando a possibilidade de um futuro enlace matrimonial.
            Este conto é um maravilhoso material de apoio para reflexão, pois ele não segue a modelos pré-estabelecidos, do contrário trabalha dando uma ênfase aos padrões de comportamentos, fazendo uma denúncia social dos temas como a ambição, o casamento por dinheiro e a arrogância.
             É, também, uma excelente sequência didática, destinada principalmente para leitores em processo, pois o professor pode fazer um paralelo entre o conto A bela adormecida com o objetivo de fazer com que os alunos percebam o outro lado das histórias infantis e dessa forma desmascarar as ideologias e estereótipos presentes nos contos.






           





O VENTO E SOL

Narrador: Pai ou responsável
Personagens: Vento;
                     Sol;
                     Viajante 1;
                     Viajante 2.



NARRADOR: O Vento e o Sol estavam disputando qual dos dois era o mais forte.
SOL: Eu sou mais forte!
VENTO: Não! Eu sou o mais forte!
NARRADOR: De repente, viram dois viajantes que vinham caminhando.
VIAJANTE 1: Será que falta muito para chegarmos até a cidade?
VIAJANTE 2: Espero que não!
NARRADOR: Decidiram, então fazer uma aposta.
SOL: Sei como decidir nosso caso!
VENTO: como?
SOL: Aquele que conseguir fazer os viajantes tirarem os casacos será o mais forte. Você começa!
NARRADOR: O Sol, então, se escondeu atrás de uma nuvem.
                          O vento começou a soprar com toda a força. Quanto mais soprava, mais os viajantes               ajustavam os casacos aos corpos.
VIAJANTE 1: Que Vento forte!!Vou me cobrir.
VIAJANTE 2: Está forte demais.
NARRADOR: Desesperado e com muita raiva, o vento retirou-se.
                        O sol saiu do seu esconderijo e brilhou com todo o esplendor sobre os viajantes, que logo sentiram calor e tiraram os casacos.
VIAJANTE 1: Que tempo maluco! Já estou sentindo um calorzinho, vou tirar o casaco.
VIAJANTE 2: Eu também estou sentindo calor! Também vou tirar o meu casaco.
VIAJANTE 1: Boa ideia! Vamos!
NARRADOR: Os viajantes seguem pelo caminho tranquilamente
TODOS OS PERSONAGENS (mãos dadas): “O amor constrói, a violência destrói”.

Reflexão sobre o texto: O narrador, pai ou responsável.
Fazer perguntas às crianças.
Por exemplo: Quem ganhou a aposta? Por quê?
Comentários

Adaptações: Janaína Santos
     Dedico a meu sobrinho Vítor Ramon
Cenário
Dois cenários:

Céu,
Floresta.

Vestimentas:

Roupa do Sol,
Roupa do vento,
Trajes dos viajantes.



Materias:

Bolsas,
Lanterna.
Ventilador (pequeno)

Obs.: Ventilador manuseado pelo narrador (pai ou responsável).