sábado, 5 de fevereiro de 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

EN EL MUELLE DE SAN BLÁS



Ela despediu-se do seu amor
Ele partiu em um barco no cais de São Brás
Ele jurou que voltaria e
Enxarcada em choro ela jurou que esperaria
Milhares de luas passaram
E sempre ela estava no cais
Esperando
Muitas tardes se acabaram
Se acabaram em seu cabelo
E em seus lábios
Usava o mesmo vestido
E se ele voltasse não iria se enganar
Os caranguejos a mordiam,
Suas roupas, sua tristeza e sua ilusão
E o tempo se passou
E seus olhos se encheram de amanheceres
E pelo mar se apaixonou
E seu corpo se enraizou
No cais
Sozinha,Sozinha no esquecimento
Sozinha,Sozinha com seu espírito
Sozinha,Sozinha com seu amor em mar
Sozinha,No cais de San Brás
Seu cabelo se branqueou
Mas nenhum barco seu amor lhe devolvia
E no povoado lhe chamavam
Lhe chamavam a louca do cais de São Brás
E uma tarde de abril tentaram translada-la ao manicômio nada pode arrancá-la, e do mar nunca, jamais a separaram
Sozinha,Sozinha no esquecimento
Sozinha,Sozinha com seu espírito
Sozinha,Sozinha com seu amor em mar
Sozinha,No cais de San Brás
Sozinha, sozinha no esquecimento
Sozinha, sozinha com seu espírito
Sozinha, sozinha com seu amor o mar
Sozinha, no cais de São Brás.
sozinhaSozinha com o sol e o mar
Sozinha,Sozinha no esquecimento
Sozinha,Sozinha com seu espírito
Sozinha,Sozinha com seu amor em mar
Sozinha,No cais de San Brás
Ficou,ficou,sozinha, sozinha
Ficou,ficou,com o sol e com o mar
Ficou nesse lugar,ficou, até o fim
Ficou nesse lugar,ficou, no cais de São Brás
sozinha, sozinha,sozinha

terça-feira, 18 de janeiro de 2011


As maravilhas criadas por Deus são perfeitas! Nestes momentos de contemplação do belo, percebemos a existência de Deus em nossas vidas sempre olhando por nós.

sábado, 8 de janeiro de 2011

LÍNGUA PORTUGUESA

          Última flor do Lácio, inculta e bela,
         És, a um tempo, esplendor e sepultura:
         Ouro nativo, que na ganga impura
         A bruta mina entre os cascalhos vela…
Amote assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
          Amo o teu viço agreste e o teu aroma
         De virgens selvas e de oceano largo!
         Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Olavo Bilac (1865 – 1918)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

LÍNGUA, CAETANO VELOSO

Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E um profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior
E quem há de negar que esta lhe é superior
E deixa os portugais morrerem à míngua
Minha pátria é minha língua
Fala Mangueira
Fala!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
o que pode
Esta língua

INÍCIO DAS CRÍTICAS...

Década de 80, início das críticas consistentes ao ensino de Língua Portuguesa.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

APRESENTAÇÃO DA MONOGRAFIA

APRESENTAÇÃO

            A gramática tradicional apresenta falhas que, em geral, se desencadeiam em três grandes pontos: sua inconsistência teórica e falta de coerência interna; seu caráter predominantemente normativo; e o enfoque centrado em uma variedade da língua, o dialeto padrão, com exclusão de todas as outras variantes. Os três pontos merecem destaque, pois somente teremos uma gramática satisfatória como base para o ensino quando alinharmos e repensarmos estes três pontos (PERINI, 2007:05). Numa nova perspectiva, este ensino não deve excluir estes três pontos, mas repensá-los, elucidando as informações de cunho normativo, em vista disso, privilegiando todas as variedades linguísticas, não somente a padrão. Não as medindo como melhor ou pior, mas somente inadequadas em umas situações e adequadas em outras. Deve, então, abandonar a ideia de que o português do Brasil é uma entidade simples e homogênea e adotar, ao contrário, que este mesmo português possui diversidade e que os brasileiros, em especial, são poliglotas dentro de sua própria língua.
            A partir da necessidade de se discutir um ensino realmente dinâmico/reflexivo da gramática surgiu a ideia deste projeto, inicialmente como ideias abstratas que foram ganhando formas e buscando sustentação através dos estudos e pesquisas realizadas na literatura, as quais serão citadas ao longo de toda a discussão. Para tanto foi utilizado como suporte a pesquisa bibliográfica, encaixando-se, também, a notória ferramenta como “Google acadêmico”.
            Este projeto tem o objetivo de discorrer sobre a necessidade da sistematização do ensino da gramática que vise à reflexão e não a uma simples transmissão dos conteúdos de modo vazio e inconsistente. Assim, além de constatar a necessidade de uma postura docente mais crítica e ativa, constata-se também a necessidade de uma renovação no ensino da gramática para um ensino sistemático, consistente e livre de contradições. Este projeto pode ser encarado como um convite à discussão sobre o ensino de gramática renovado que proporcione o exercício da argumentação e do raciocínio, contribuindo para a formação intelectual dos estudantes.
(...)

MONOGRAFIA

Ensino da gramática: Uma perspectiva reflexiva.

Autora: Profª. Janaína Santos

Graduação em Pedagogia e Letras.
 Especialização em Letras/Literatura.