terça-feira, 22 de março de 2011

PRODUÇÃO DE TEXTO NÃO VERBAL - A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA









                                                                (Textos produzidos pelos alunos do 8º ano)

Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

sábado, 12 de março de 2011

AS ESCOLHAS

A vida é cheia de escolhas, por isso devemos ter certeza delas para mais tarde não nos frustrarmos com os rumos tomados. Mas de qualquer forma, é melhor o gosto de saber que tentamos do que a sensação de uma prévia derrota por não ter nem tentado.

A VIDA SEGUE!

Não devemos deixar que a vida nos guie. Mas devemos ter o controle dela, sendo protagonistas da nossa própria existência e não figurantes.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O QUE O MUNDO PRECISA MUDAR PARA SE TORNAR MELHOR?

            São 11h40, família reunida de repente, aquele chega da escola e acrescenta a cena. Seu nome é Vicente. Ele tem apenas seis anos de idade. Ao chegar, logo deixa cair sua mochila escolar e caminha diretamente até a geladeira. A avó o manda lavar, imediatamente, as mãos, mas ele diz impacientemente:
-Elas tão limpas, vovó.
Uma vez, tendo se refrescado, caminha em direção a TV, sua madrinha se aproxima e pergunta como foi à aula. Ele responde, sem tirar os olhos da Tv, afirmando que tinha sido boa. Ela mais uma vez pergunta o que tinham feito, e ele sem, novamente, tirar os olhos da TV, responde que tinham feito muitas atividades. Entre as atividades que lembrava disse que sua professora pediu que eles respondessem a pergunta:
            O que o mundo precisa mudar para se tornar um mundo melhor? Então, o garoto volta seus olhos para o objeto que se tornava o centro das atenções...
            A madrinha, então com curiosidade o chama de volta, perguntando o que ele havia respondido. Ele olhou- a nos olhos e disse: - Eu respondi que para o mundo melhorar precisava ter o desmatamento das pessoas. A madrinha, então, olha perplexa para o menino e continua ouvindo o eco daquela voz infantil, mas tão segura de si e coerente nos argumentos.
E você adulto, o que acha? Para o mundo melhorar, é necessário ter o desmatamento das pessoas?

J. Santos-2010

FELICIDADE RELATIVA

            Manhã de quarta-feira, ouço um barulho...O despertador! Levanto-me 5h15 da manhã, penso que poderia ficar mais tempo ali, mas não, tenho que levantar. Dirijo-me ao meu roupeiro, a sensação que tenho é de estar em frente a uma imensa caixa de “guardatudo”. Separo cuidadosamente a roupa que devo usar e ainda sonolenta cambaleio até o banheiro...Penso na vontade de continuar dormindo. A água cai, cai, cai sobre meu corpo. Com movimentos convulsivos termino. A sonolência  se esvaindo, concluo este momento.
            Já vestida, perfumada, lanço mãos aos equipamentos, digo: - Olá, há quanto tempo?
Olhando para a rua percebo que ainda dorme. Apenas aqueles que seguirão para o mesmo destino tentam com os passos “l e n t o s” não acordá-la.
            -Bom dia!
            - Bom dia! Uma voz responde!
            Ouço um som estridente se aproximando ao longe  ...É ele! Todos reconhecem. Ele vai se aproximando timidamente e parando na nossa direção. De repente, com completa impaciência abre-se para que adentremos no seu interior. Já estou acomodada, todos repetem a cena. Partimos. A frente, ele com a mesma impaciência abre-se novamente num gesto que significa dizer : Entrem!
            Estamos saindo! Muitos corpos, muitas cabeças, muitos pensamentos! Da minha janela vejo a vida passar. Vida passa, passa. A vida de lá de fora passa! A vida de dentro, aquela vida que não quero mais insiste em ficar. Eu pergunto: Por que não passa? Insisto em dizer: Vai passar uma hora!
            Olhando a vida de fora, percebo o quanto é bela a criação divina.
            Olho ao meu lado e vejo um menininho, rosto redondo, pele clara, sobrancelhas arqueadas. Ao seu lado havia uma menina que poderia ser sua irmã, mas quando este menino abriu sua pequena e negra boca a primeira palavra que saiu foi: Mãe.
            De repente, aquele quadro chamou ainda mais a minha atenção. Ele olhava para mim, percebia que eu o olhava também e simplesmente se contorcia.  Em meio a um contorcer e outro ele mostrava para mim o lugar que deveria existir dentes ainda infantis. A mãe, que inicialmente, pensei ser irmã, era uma mocinha de pele clara, olhos mortos que não conseguia encarar outro olhar,pois tamanha era sua resignação.
            Mas continuei a olhar aquele quadro. De repente o menino tira algo do bolso. O que será? Eu Pergunto para mim mesma! Ele até esqueceu  minha presença. Eram moedas, ele brincava com as moedas, colocava-as no bolso, retirava-as novamente. Que felicidade esboçava aquele olhar, aquela face. Então ouvi: -Mãe dá para comprar picolé? Ela responde: Dá menino, ôxe!
            Ele novamente olha para mim e mais uma vez com um sorriso negro, balança seu “brinquedo, olho para o garoto e tamanha é minha surpresa não havia mais sorriso. No lugar, havia uma cara de tristeza! De susto e decepção. O “brinquedo” havia caído. A mãe começa a procurar, mas quando olho para baixo vejo entre meus pés aquela que fazia a felicidade, rancando sorrisos do seu dono. Tirei o cinto, abaixando para pegar. Uma vez, de posse do “brinquedo” devolvi ao seu legítimo dono que retribuiu com um largo sorriso. Mais uma vez de posse, recomeça a brincadeira. O olhar desta vez parecia mais brilhante que nunca, pois sabia que o picolé tinha voltado. O carro  para, mãe e filho descem. Ela segura a mão do garoto e os dois saem caminhando. Ela em direção de casa e ele em direção do picolé. E nós prosseguimos nosso caminho até o ponto final.
            Achei interessante escrever tal cena porque me chamou a atenção o fato de que o que pode nos fazer feliz é relativo. Para aquela criança o que a fazia feliz era saber que teria um simples picolé.
            E nós muitas vezes já temos o picolé, mas não o valorizamos, basta acontecer o solavanco para nos tirar o sonhado picolé é que nos damos conta da sua existência!

J. SANTOS-2011

terça-feira, 8 de março de 2011

Faculdades Montenegro
CEU- Centro de Pós-Graduação e Extensão Universitário








“AS VARIEDADES LINGUÍSTICAS ENTRE OS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL I, NA ESCOLA MUL. CHICO MENDES LOCALIZADA NO ASSENTAMENTO AQUARIUS, MUNICÍPIO DE SANTA MARIA DA BOA VISTA-PE”.








Apresentação

O presente projeto implantado na escola Mul. Chico Mendes, localizada especificamente na cidade de Santa Maria da Boa vista-PE, no Assentamento Aquárius, traz como proposta: “As Variedades Linguísticas entre os alunos do Ensino Fundamental I”. O projeto de pesquisa foi elaborado com o intuito de detectar os motivos da existência das variedades linguísticas entre os alunos do Fundamental I.
De acordo com esta problemática, foi lançada a hipótese de que isso é ocasionado devido a fatores socioeconômicos e regionais, pois a maioria dos alunos é proveniente de lugares diferentes e, atualmente, convivem no mesmo assentamento. Para levantamento dos dados serão aplicadas entrevistas com os alunos a fim de constatar a presença das marcas das variedades linguísticas e em seguida, será feita a análise dos dados.
O objetivo principal é identificar que as variedades linguísticas são as variações que uma língua apresenta, em razão das condições sociais, culturais e regionais nas quais são utilizadas.
O referido projeto possui grande relevância, principalmente para os educadores do Fundamental I, da já citada escola, pois estes compreenderão, segundo Bortoni (2004,8): “Que do ponto de vista estritamente linguístico, o erro não existe, o que existem são formas diferentes de usar os recursos potencialmente presentes na própria língua”.

Pág.

1. Justificativa
2. Fundamentos Teóricos
3. Metodologia
3.1. Suprimentos e Equipamentos
 4. Coleta dos Dados
5. Análise e Interpretação dos Dados
6. Cronograma
7. Considerações Finais
8. Referências Bibliográficas
9. Bibliografia
 10. Anexos

1. Justificativa

Este projeto surgiu da necessidade de se identificar que as variedades linguísticas são as variações que uma língua apresenta. Como material para a pesquisa foram gravadas entrevistas com os alunos do 2º, 3º, 4º e 5º anos, do Ensino Fundamental I, todos alunos da Esc. Mul. Chico Mendes. O projeto também tem o papel de defender a tese de que nenhuma língua é mais importante, ou mais certa que outra, mas sim possui características bem distintas as quais são chamadas de variedades linguísticas. Este, também, é de grande relevância para os professores, em especial os que lecionam no Ensino Fundamental I porque aborda temáticas que uma grande maioria dos educadores insiste em não privilegiar que são as variedades presentes na língua, insistindo somente em uma, que não é novidade: a norma culta considerada “certa” e as variedades que diferem dela como erradas.
Nesta perspectiva, este projeto foi elaborado com o intuito de refletir sobre a língua que os alunos falam (que nós falamos) como ressalta Bortoni (2004,13): “Conhecer melhor esta língua que se constitui parte essencial de sua identidade como sujeito social, a língua que o aluno usa para se comunicar consigo mesmo e com os outros e para conhecer o mundo”.A língua que se pretende incutir na mente dos nossos jovens é diferente e bastante distante do português que se usa no cotidiano. Segundo Marcuschi (1997, p. 1): “Uma das principais razões do desprezo pela língua falada é acreditar que a escola é um lugar exclusivo para o aprendizado da escrita.” A escola precisa compreender que a língua não é estática e que passa infindáveis variações que dependem de fatores como: a faixa etária, sexo, escolaridade, condição social e até mesmo a profissão. Além disso, uma mesma pessoa pode falar de um modo diferente, dependendo da situação em que se encontra e de quem são seus ouvintes, ou seja, é um poliglota da própria língua.
Sendo assim, faz-se necessário que a oralidade seja trabalhada nas escolas, não de uma forma preconceituosa, taxando como certos ou errados os diferentes modos de falar. Mas, de forma respeitosa aceitar as diferentes características da fala, tendo em mente que nenhuma é melhor ou pior que a outra. São apenas diferentes. Por isso, são chamadas de variedades linguísticas.

(...)

J. Santos
Graduada em Pedagogia
(FFPP- Faculdade de Formação de Professores de Petrolina)
Graduada em Letras com habilitação em Inglês
(CESVASF- Centro de Ensino Superior do Vale do São Francisco)
Especialização em Letras e Literatura.
(Faculdades Montenegro)
Curso intensivo de Inglês
(Cultura Inglesa)
Professora de Língua Portuguesa da rede municipal de ensino.
Professora de Lingua Portuguesa da rede estadual de ensino.
Membro do Conselho Municipal de Educação.

PARABÉNS, MULHER!

Esta é minha base de sustentação! Quando eu crescer quero ser igual a ela!

BOM CARNAVAL!!

segunda-feira, 7 de março de 2011

SEJA UM EDUCADOR



1. Eduque seus alunos para vida.
2. Seja um “mestre educador” norteando o caminho para a aprendizagem.
3. Não dê algo pronto. Possibilite a reorganização dos conhecimentos sistemáticos.
4. Seja amigo. Pois é nesta ação que está a chave.
5. Trabalhe com dedicação e acima de tudo responsabilidade.
6. Seja flexível.
7. Valorize a subjetividade dos alunos, tendo em mente que todos são seres únicos e, sendo assim possuem ritmos diferenciados.
8. Aproxime-se das vivências dos alunos para compreender suas atitudes.
9. Seja generoso. Pois está na simplicidade das ações as grandiosas conquistas.

E acima de tudo:

10. Trabalhe como coração: Pois o público a ser atingido está em processo de desenvolvimento. Por isso precisa de carinho, amor e principalmente compreensão.

J. Santos-2006