Há muito tempo a educação tem sido alvo de discussões, dando ênfase à formação do cidadão crítico e ativo. Não há dúvidas que o professor, formador de opinião, deve ter sempre o questionamento de que tipo de cidadão é preciso formar. Mas, antes de tudo é preciso preocupar-se com o aluno enquanto pessoa, dotada de sentimentos e que por diversas vezes vê na figura do professor um amigo, confiando suas angustias e anseios. É fundamental que o docente permita esse olhar e que desempenhe o papel não de transmissor de conteúdos, mas de ser mediador dos mesmos. Tendo em mente que não há processo de aprendizagem se não existir uma relação de confiança entre àqueles que são protagonistas do ato recíproco ensinar e aprender.
Sendo assim, faz-se necessário saber que a interação professor x aluno nem sempre foi vista como um dos fatores responsáveis por conduzir a uma aprendizagem, pois o professor era aquele que achava que sabia de tudo e os alunos que “não sabiam” estavam na escola para aprender. Nessa perspectiva, existia um certo distanciamento entre ambos. E o aluno que deveria ser visto como o sujeito do processo ensino aprendizagem era concebido como objeto.
Atualmente, muitos estudiosos da área da educação têm contribuído com suas pesquisas para garantir a qualidade de ensino e tem sido ratificado que um dos fatores que possibilitam o sucesso na aquisição do conhecimento pelo educando é a relação que se estabelece de confiança, amizade e respeito entre o docente e o discente, concretizando com reciprocidade o verdadeiro ato de aprender. “Aquele que ensina, simultaneamente aprende.” Com base nesta afirmativa, é fundamental que o educador respeite o ritmo de desenvolvimento cognitivo de seus alunos, pois uma sala de aula com alunos com várias realidades nunca será homogênia. Por isso, é necessário um trabalho voltado para os diferentes níveis de aprendizagem, cabendo ao professor ser o norteador do processo ensino aprendizagem, colocando seus educandos como o sujeito desse processo.