sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

APRESENTAÇÃO DA MONOGRAFIA

APRESENTAÇÃO

            A gramática tradicional apresenta falhas que, em geral, se desencadeiam em três grandes pontos: sua inconsistência teórica e falta de coerência interna; seu caráter predominantemente normativo; e o enfoque centrado em uma variedade da língua, o dialeto padrão, com exclusão de todas as outras variantes. Os três pontos merecem destaque, pois somente teremos uma gramática satisfatória como base para o ensino quando alinharmos e repensarmos estes três pontos (PERINI, 2007:05). Numa nova perspectiva, este ensino não deve excluir estes três pontos, mas repensá-los, elucidando as informações de cunho normativo, em vista disso, privilegiando todas as variedades linguísticas, não somente a padrão. Não as medindo como melhor ou pior, mas somente inadequadas em umas situações e adequadas em outras. Deve, então, abandonar a ideia de que o português do Brasil é uma entidade simples e homogênea e adotar, ao contrário, que este mesmo português possui diversidade e que os brasileiros, em especial, são poliglotas dentro de sua própria língua.
            A partir da necessidade de se discutir um ensino realmente dinâmico/reflexivo da gramática surgiu a ideia deste projeto, inicialmente como ideias abstratas que foram ganhando formas e buscando sustentação através dos estudos e pesquisas realizadas na literatura, as quais serão citadas ao longo de toda a discussão. Para tanto foi utilizado como suporte a pesquisa bibliográfica, encaixando-se, também, a notória ferramenta como “Google acadêmico”.
            Este projeto tem o objetivo de discorrer sobre a necessidade da sistematização do ensino da gramática que vise à reflexão e não a uma simples transmissão dos conteúdos de modo vazio e inconsistente. Assim, além de constatar a necessidade de uma postura docente mais crítica e ativa, constata-se também a necessidade de uma renovação no ensino da gramática para um ensino sistemático, consistente e livre de contradições. Este projeto pode ser encarado como um convite à discussão sobre o ensino de gramática renovado que proporcione o exercício da argumentação e do raciocínio, contribuindo para a formação intelectual dos estudantes.
(...)

MONOGRAFIA

Ensino da gramática: Uma perspectiva reflexiva.

Autora: Profª. Janaína Santos

Graduação em Pedagogia e Letras.
 Especialização em Letras/Literatura.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O PRÍNCIPE DESENCANTADO

Literatura infanto-juvenil


            O primeiro beijo foi dado por um príncipe numa princesa que estava dormindo encantada há cem anos. Assim que foi beijada, ela acordou e começou a falar:
            - Muito obrigada, querido príncipe. Você por acaso é solteiro?
            - Sim, minha querida princesa.
            - Então nós temos que nos casar já! Você me beijou, e foi na boca, afinal de contas não fica bem, não é mesmo?
            - É... Querida princesa.
            - Você tem um castelo, é claro.
            - Tenho... Princesa.
            - E quantos quartos tem o seu castelo, posso saber?
            - Trinta e seis.
            - Só? Pequeno hein! Mas não faz mal, depois a gente faz umas reformas... Deixa eu pensar quantas amas eu vou ter que contratar... Umas quarenta eu acho que dá!
            - Tantas assim?
            - Ora, meu caro, você não espera que eu vá gastar as minhas unhas varrendo, lavando e passando, não é?
            - Mas quarenta amas?
            - Ah, eu não quero nem saber. Eu não pedi para ninguém vir até aqui me beijar, e já vou avisando que quero umas roupas novas, as minhas devem estar fora de moda, afinal, passaram-se cem anos, não é mesmo? E quero uma carruagem de marfim, sapatinhos de cristal e... e... joias é claro! Eu quero anéis, pulseiras, colares, tiaras, coroas, cetros, pedras preciosas, semipreciosas, pepitas de ouro e discos de platina!
            - Mas eu não sou o rei das Arábias, sou apenas um príncipe...
            - Não me venha com desculpas esfarrapadas! Eu estava aqui dormindo e você veio e me beijou e agora vai querer que eu ande por aí como uma gata borralheira? Não, não e não, e outra vez não e mais uma vez não!
            Tanto a princesa falou que, o príncipe se arrependeu de ter ido até lá e a beijado. Então, teve uma ideia. Esperou a princesa ficar distraída, se jogou sobre ela e deu outro beijo, bem forte. A princesa caiu imediatamente em sono profundo, e dizem que até hoje está lá, adormecida. Parece que a notícia se espalhou e os príncipes passam correndo pela frente do castelo onde ela dorme, assobiando e olhando para o outro lado.
                                                                             Flávio de Souza. Príncipes e princesas, sapos e lagartos.
                                                                                        São Paulo, FTD, 1993.



Análise textual


            O príncipe desencantado é uma versão cômica do conto A Bela Adormecida. Esse texto de Flávio Souza conta uma história a partir do fim, com o objetivo de ironizar o final romântico dos contos de fadas “e foram felizes para sempre”. Além disso, nos mostra a figura de uma princesa sem estereótipos. Pois, as princesas dos contos tradicionais costumam ser bonitas, gentis, educadas, humildes e principalmente submissas a seus maridos. Contudo, aquela apresentada no texto possui um temperamento totalmente diferente. Ela é arrogante, faladeira, esperta, atrevida e muito ambiciosa, em outras palavras foge completamente aos padrões pré-estabelecidos.
            O texto também se apresenta com um tom cômico em consequência do temperamento da princesa e do final inusitado.
            Por outro lado, temos a figura do príncipe que mesmo decepcionado com a princesa consegue manter a educação e a calma. Mas, consegue armar uma estratégia para conseguir se livrar do pesado fardo “a princesa ambiciosa”. Depois de conseguir o almejado ele sai avisando aos demais da personalidade da jovem. Que dessa forma, estará fadada a viver para sempre em um sono profundo.
            O conto O príncipe desencantado é um texto que tenta mostrar o outro lado das histórias infantis, pois nos abre a cortina para a existência de personagens não idealizados, mas sim com defeitos e virtudes. Os estereótipos começam a se desfazerem a partir do próprio título que quer dizer príncipe decepcionado e depois com o desfecho longe da concordância no plural “viveram felizes para sempre”. Podendo ser posto no final “viveu feliz para sempre” porque o único que acabou bem na história foi o príncipe que, por sua vez, espalhou a má fama da princesa eliminando a possibilidade de um futuro enlace matrimonial.
            Este conto é um maravilhoso material de apoio para reflexão, pois ele não segue a modelos pré-estabelecidos, do contrário trabalha dando uma ênfase aos padrões de comportamentos, fazendo uma denúncia social dos temas como a ambição, o casamento por dinheiro e a arrogância.
             É, também, uma excelente sequência didática, destinada principalmente para leitores em processo, pois o professor pode fazer um paralelo entre o conto A bela adormecida com o objetivo de fazer com que os alunos percebam o outro lado das histórias infantis e dessa forma desmascarar as ideologias e estereótipos presentes nos contos.






           





O VENTO E SOL

Narrador: Pai ou responsável
Personagens: Vento;
                     Sol;
                     Viajante 1;
                     Viajante 2.



NARRADOR: O Vento e o Sol estavam disputando qual dos dois era o mais forte.
SOL: Eu sou mais forte!
VENTO: Não! Eu sou o mais forte!
NARRADOR: De repente, viram dois viajantes que vinham caminhando.
VIAJANTE 1: Será que falta muito para chegarmos até a cidade?
VIAJANTE 2: Espero que não!
NARRADOR: Decidiram, então fazer uma aposta.
SOL: Sei como decidir nosso caso!
VENTO: como?
SOL: Aquele que conseguir fazer os viajantes tirarem os casacos será o mais forte. Você começa!
NARRADOR: O Sol, então, se escondeu atrás de uma nuvem.
                          O vento começou a soprar com toda a força. Quanto mais soprava, mais os viajantes               ajustavam os casacos aos corpos.
VIAJANTE 1: Que Vento forte!!Vou me cobrir.
VIAJANTE 2: Está forte demais.
NARRADOR: Desesperado e com muita raiva, o vento retirou-se.
                        O sol saiu do seu esconderijo e brilhou com todo o esplendor sobre os viajantes, que logo sentiram calor e tiraram os casacos.
VIAJANTE 1: Que tempo maluco! Já estou sentindo um calorzinho, vou tirar o casaco.
VIAJANTE 2: Eu também estou sentindo calor! Também vou tirar o meu casaco.
VIAJANTE 1: Boa ideia! Vamos!
NARRADOR: Os viajantes seguem pelo caminho tranquilamente
TODOS OS PERSONAGENS (mãos dadas): “O amor constrói, a violência destrói”.

Reflexão sobre o texto: O narrador, pai ou responsável.
Fazer perguntas às crianças.
Por exemplo: Quem ganhou a aposta? Por quê?
Comentários

Adaptações: Janaína Santos
     Dedico a meu sobrinho Vítor Ramon
Cenário
Dois cenários:

Céu,
Floresta.

Vestimentas:

Roupa do Sol,
Roupa do vento,
Trajes dos viajantes.



Materias:

Bolsas,
Lanterna.
Ventilador (pequeno)

Obs.: Ventilador manuseado pelo narrador (pai ou responsável).

domingo, 28 de novembro de 2010

PROJETO INTERDISCIPLINAR: “Pequenos grandes escritores”


                      PROJETO INTERDISCIPLINAR: “Pequenos grandes escritores”

                                                                  PROF.ª Janaína Santos




ÁREAS DO CONHECIMENTO ENVOLVIDAS: Artes;
                                                                                     Português




                                              SETEMBRO/2010




LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

         Sabemos que é enorme a dificuldade dos nossos alunos quando diz respeito à leitura e à escrita. Por eles se acharem envoltos num mundo “de regras, de padrões da língua” as encaram como se fossem estranhas.
         As produções textuais devem ser encaradas, em primeiro plano, por uma visão geral em seguida para o específico. Ou seja, a primeira preocupação no momento da escrita deve ser com a coerência, fazendo nossos alunos perceberem que escrevemos para alguém e este alguém precisa entender o que ler. Desse modo a produção se torna autêntica e real, pois está embasada no contexto e não distanciada. “Ora, tenho que escrever bem porque alguém vai ler e deverá entender!”.
         Partindo desse pressuposto, este projeto foi construído na perspectiva de tornar o momento de criação um momento de apresentar o que foi criado, sendo feita paralelamente pelo seu autor e por aqueles envolvidos na análise da obra, neste caso diretamente os alunos que se sentirão à vontade para discutir acerca das produções dos colegas.

E por falar em Literatura...

         O ato de ouvir e contar histórias está, quase sempre, presente nas nossas vidas: desde que nascemos aprendemos por meio das experiências concretas das quais participamos, mas também através daquelas experiências das quais tomamos conhecimento através do que os outros nos contam.
         Todos temos necessidades de contar aquilo que vivenciamos, sentimos, pensamos, sonhamos...
         Dessa necessidade humana surgiu a literatura: do desejo de ouvir e contar para, através desta prática, compartilhar.
         Contadas em verso ou em prosa, as histórias permitiram que a humanidade passasse, de geração a geração, sua história – seus feitos, suas decepções, seus amores, seus sonhos, seus temores, suas esperanças...
         ÀS vezes, no dia - a - dia da escola esquecemos o quanto ouvir, contar, Produzir histórias é importante.
         Quem não se lembra de uma história em particular, contada por alguém querido, de um modo especial que, talvez por isto mesmo até hoje somos capazes de relembrar: fadas, reis e rainhas, florestas mágicas, loucas aventuras, romances, histórias familiares, poderes gigantescos que, por alguns instantes eram nossos...faziam parte do nosso mundo.
         Eram histórias que nos faziam acreditar e realizar tudo, ou quase tudo...

DESSA FORMA, OS ALUNOS, DO 6º, 7ª E 8º ANO, TÊM A HONRA DE CONTAR SUAS INÉDITAS PRODUÇÕES EM FORMA DE TEATRO, DANDO VIDA A BONECOS E DANDO ASAS A IMAGINAÇÃO DE QUEM OS ASSISTE.



DURAÇÃO:
Setembro, Outubro e início de Novembro.

PÚBLICO ALVO:
Alunos do 6º até o 8º ano.

OBJETIVO GERAL

*Propiciar aos alunos o gosto pela leitura e produção textual.


OBJETIVO ESPECÍFICO

*Reconhecer a diversidade textual.
*Produzir textos.(CONTO/FÁBULA/HISTÓRIA EM QUADRINHO)
*Sensibilizar os alunos para a importância da análise do texto.
*Compreender os textos possuem discursos diretos e indiretos.
*Associar a fala aos respectivos personagens por meio de fantoche.
*Dar a devida entonação ao texto, concebendo a fala dos personagens fantoches;
*Desenvolver a expressividade;
*Desenvolver a espontaneidade;
*Desenvolver a criatividade;
 *Ampliar o vocabulário;


METODOLOGIA

*Dispor em sala de aula diversos gêneros textuais.
*Analisar os diversos gêneros.
*Produzir textos em sala de aula com a mediação do professor.
*Pedir que os alunos leiam seus próprios textos.
*Analisar em conjunto cada texto. (Deixando que os alunos se expressem livremente).
*Produzir fantoches para a apresentação em teatro do texto produzido.
*Apresentar as produções para outras turmas.

AVALIAÇÃO

A avaliação será realizada no decorrer de todo processo, aspectos como: Pontualidade, interesse, assiduidade, criatividade, pertinência ao tema, entonação serão observados e analisados pelo mediador.

CULMINÂNCIA



Será realizada uma apresentação no dia 10 de novembro de 2010 que deverá ser apreciada por outras turmas como uma forma de reconhecimento de todo o trabalho.


SOMOS NÓS ENCERRANDO MAIS UM TRABALHO!

Eu

sábado, 23 de outubro de 2010

PROFESSORA

A-HA- CRYING IN THE RAIN



"Chorando na chuva"
Esconder o que sentimos quando isto é o melhor.
E a pergunta: Poderemos ser felizes assim? Pouco provável. Mas uma coisa deve-se fazer "TENTAR". Esta, é sem dúvida, a melhor ação.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

EPMS MUSIC:REVIVENDO OS ANOS 80.



OS ANOS 80
A década de 1980 foi marcada pela cultura pop na música, na moda, no cinema e nas tecnologias. Celebrados nos dias de hoje com certa nostalgia, os Anos 80 deixaram muito mais marcas em nossa época do que somente lembranças, pois foram decisivos para o atual cenário geopolítico mundial.                                                                                                                                    Na música, artistas como Michael Jackson e Madonna iniciavam seu reinado na música, tornando-se em pouco tempo conhecidos como o rei e a rainha do pop e cantoras como Cyndi Lauper, um dos ícones da época, conhecida pelo visual e comportamento extravagantes, com muitas cores, acessórios e maquiagem. Os Anos 80 também foram marcados pelo aparecimento do CD (compact disc) e o sucesso de filmes como E.T. e De Volta Para o Futuro. Nesta época, o rádio e a televisão se consolidaram como os principais meios de disseminação da crescente cultura pop, além das revistas e do cinema. Surge a MTV nos Estados Unidos, consolidando o videoclipe como um dos principais meios de divulgação musical. O final da década é marcado pela queda do Muro de Berlin, em 1989, decretando o final da Guerra Fria. O culto ao corpo, à moda, às discotecas e às celebridades, iniciados nas décadas anteriores, ganharam sobreforça nos Anos 80, uma época de grande midiatização e rápidas mudanças, consolidando o cenário sociocultural do final do século XX, que se mantém até os dias atuais.


    
PROGRAMAÇÃO
19h00min – Abertura
   - Apresentação do grêmio estudantil.                                                                                                        


19h20min – Apresentação:Thriller.
                  

19h30min – Desfile:
                - o belo e a bela
           - os heróis e as heroínas que encantaram o mundo infantil.
20h10min – Show musical




REGULAMENTO

·         Para aqueles que desejam cantar ou dançar a inscrição deverá ser realizada com antecedência na escola patrocinadora do evento.
·         Os trajes, bem como as músicas escolhidas deverão se enquadrar na época (anos 80).
·         Perderá pontos o participante que não apresentar a música e a vestimenta típica da época.
·         No dia do evento, os participantes deverão chegar antecipadamente, pois a pontualidade será um  pré-requisito a ser julgado pela comissão.
·         Fica vetada a participação de participantes de outra escola na escolha do BELO e da BELA. Ficando livre nas modalidades: canto e dança.



               Sejam bem vindos ao nosso evento!
              



domingo, 3 de outubro de 2010

ARTE EM MINIATURA

Miniaturismo é uma forma de arte que se baseia na elaboração de objetos, carros, etc., em formas de miniatura, ou seja, em uma escala de tamanho bastante reduzida. A arte do miniaturismo é feita como um passatempo (hobby) ou no âmbito profissional, como no caso de arquitetos que fazem maquetes.
Essa forma de arte é classificada segundo o tipo de objeto que se está tentando minimizar. Os principais tipos de miniaturismo são:
Aeromodelismo – aviões e estruturas aeroespaciais;
Automodelismo – carros;
Ferreomodelismo – trens e estruturas ferroviárias;
Helimodelismo – helicópteros;
Nautimodelismo – barcos e estruturas navais.
O miniaturismo surgiu na Europa feudal do século XVI, quando as famílias nobres educavam suas filhas para os afazeres domésticos utilizando casas em miniatura, semelhantemente às casas de bonecas que se conhece atualmente. Após verem e apreciarem os detalhes dessas obras, os adultos começaram a encomendar a reprodução de suas casas, seus ambientes pessoas, acervo pessoal, etc., tudo em miniatura.
Atualmente, o miniaturismo é uma arte bastante apreciada e consolidada nos Estados Unidos, Europa e China, dispondo inclusive, de alta tecnologia. No Brasil, o miniaturismo não é uma arte tão sólida como em outros países, visto que os artistas não possuem recursos tecnológicos para fazerem uma obra tão rica em detalhes, já que são os detalhes que valorizam uma miniatura. Entretanto, com o surgimento de grupos de discussão e especialistas no assunto, certamente essa arte se consolidará também no Brasil.

http://www.brasilescola.com/artes/miniaturismo.htm























domingo, 26 de setembro de 2010

A VELHA A FIAR, CINEASTA HUBERTO MAURO-1964



Há cheiros, sabores, momentos que nos fazem lembrar da infância. Neste caso, em especial, uma cantiga popular nos faz lembrar daquele tempo que o que queríamos era somente brincar...correr...rir..Hum, tempo gostoso!

domingo, 12 de setembro de 2010

SOBRE A COERÊNCIA TEXTUAL:ALGUNS CONCEITOS

                                                                                                                                “O Homem é, por natureza, um caçador de sentido”.
                                                                                                                                                                                     (anônimo)
A coerência textual é o resultado da articulação das ideias de um texto, é a estruturação lógico-semântica que faz com que numa situação discursiva palavras e frases componham um todo significativo para os interlocutores. Ela constitui um fator importante da textualidade, mas além dela existem outros fatores que estão mais ligados ao leitor que a própria COERÊNCIA. Em outras palavras, a eficácia de uma boa dissertação argumentativa não depende só dos processos de raciocínios, nem de uma estrutura linguístico textual bem construída pelo autor, mas depende também de outros fatores que tem a ver diretamente com o leitor, tais como: Seus conhecimentos prévios, sua percepção do jogo político e ideológico envolvido no texto, seus conhecimentos das regras sócio-culturais em vigor, sua relação com o autor, suas intenções de leitura e seu domínio dos recursos da língua e do gênero textual lido.
Nessa perspectiva, diferentes tipos de textos podem apresentar diferentes tipos de coerência, isto é, um texto técnico exigirá mais dos seus usuários do que um conto infantil. Logo, aquele pode se tornar incoerente para quem não tem o conhecimento linguístico adequado e este coerente por ser mais acessível. O que se pretende dizer é que a coerência não está no texto, mas construída pelo leitor durante a leitura.
Dessa forma, entende-se que para se perceber a coerência do texto não dependerá somente do texto em si, mas sim dos usuários. Se estes não possuírem um conhecimento linguístico adequado e conhecimento de mundo o texto se tornará incoerente, pois não cumprirá a função comunicativa. Como diz Beaugrande e Dressler “O texto incoerente é aquele em que o leitor /alocutário não consegue descobrir nenhuma continuidade comumente porque há uma séria discrepância entre a configuração de conceitos e relações expressas e o conhecimento anterior de mundo dos receptores” (Beugrande e Dressler, 1981; 84). Portanto, quando alguém produz um texto, sempre acha que está sendo claro o suficiente para transmitir o sentido desejado ao interlocutor. Este, por sua vez, também se esforça para compreender a mensagem e, inicialmente, acredita que o texto tem coerência. Às vezes, porém, ocorrem falhas no processo comunicativo; ou o interlocutor, talvez por lhe faltarem conhecimentos sobre o vocabulário ou informação sobre a realidade, pode não alcançar o sentido pretendido pelo locutor.
Um texto bem construído é, naturalmente, bem interpretado, vai apresentar aquilo que Beaugrande e Dressler chamaram de textualidade. Esses autores apontam sete aspectos que são responsáveis pela textualidade de um texto que são: Fatores linguísticos (Coesão, coerência e intertextualidade) e fatores extralinguísticos (Intencionalidade, aceitabilidade, informatividade e situacionalidade).
Assim, não existem textos coerentes em si mesmos, mas sim constroem-se na relação emissor-receptor-mundo. Em outras palavras, um texto é coerente quando compatível com o conhecimento de mundo do receptor.

 Conclusão

Mediante as discussões conclui-se que um texto pode ser incoerente em uma determinada situação se seu autor não consegue inferir um sentido ou uma ideia através da articulação de suas frases e parágrafos e por meio de recursos linguísticos (pontuação, vocabulário, etc.), incluindo fatores como o conhecimento que o produtor e o receptor tem do assunto abordado no texto, conhecimento de mundo, o conhecimento que esses têm da língua que usam e intertextualidade.

É O MOMENTO...

• Leia um bom livro. Pois quem ler sabe mais, visita mundos distantes e aprimora o raciocínio.
• Mude o visual, seu corpo também precisa ser presenteado.
• Faça um passeio turístico. Devemos dar aos nossos olhos a chance de contemplar vários lugares que exercem fascínio em seus admiradores.
• Saia com os amigos. Os amigos são também uma espécie de família.
• Assista a um bom filme. Com essa ação irá ser apurado vários sentidos como o da audição, visão e também o cognitivo, ou seja, a possibilidade de reflexão.
• Seja solidário. É tão gratificante ver o sorriso estampado na face daquele que foi amparado.
... Por último:
• Viva cada dia intensamente como se fosse o último.

J. Santos- 2004

UM HOMEM, E QUE HOMEM!

Ele tem um 1.80, é magro, moreno, tem cabelos negros como a noite, possui um cavanhaque (um charme), seus olhos são da cor de mel.
Ó mel, doce mel é o que sinto por ele. Um sentimento puro, enigmático, sincero...
Vejo em seus olhos o bem que me tem.
Ah! Momentos de intensa magia.
Ele fitou-me. Eu correspondi. O inevitável aconteceu... Nos beijamos.
...Ah! O beijo.
Seu beijo quente, seus lábios ardentes nos abraçamos de tal forma o mundo poderia acabar eu morreria feliz.
De repente ouço um barulho, era o despertador...


Janaìna-2007

sábado, 11 de setembro de 2010

O LÁPIS E A BORRACHA

Certa tarde encontraram-se o Lápis e a Borracha. E começaram a expandir suas virtudes, com a intenção de provar quem seria superior.
Iniciou-se, portanto, a seguinte discussão:
- Senhor Lápis, por acaso, não sabe que sou imprescindível? E que é através de mim que é possibilitada a correção de algo que não saiu muito bem?
- Senhora Borracha, queres insinuar que não exerço função alguma?
- Bem! Eu não estou querendo insinuar coisa alguma, mas se a carapuça serviu!
- Eu sou o Lápis!(irritando-se) Eu possibilito a construção da mais bela arte, que é a escrita, se não fosse por mim, a mesma não existiria!
- Há pessoas que se consideram um máximo! (com ironia). Diga-me uma coisa, senhor Lápis, quando Jesus Cristo ensinou a seus discípulos ele usava o lápis? O povo primitivo ao deixar vestígios da sua cultura, os hieróglifos e a escrita cuneiforme, utilizou o recurso do lápis?
- O maior educador, Jesus cristo, em seus ensinamentos não dependia do recurso do lápis, é verdade, porque ele dispunha do chão e seus dedos. Como ele poderia escrever a lápis no chão? Já o povo primitivo dispunha de pigmentos para deixar suas histórias nas rochas ou paredes. Bem, o que quero dizer é que o lápis tem a probabilidade de deixar algo gravado permanentemente que nem o tempo, nem muito menos a memória do homem consegue apagar.
- Justamente! (calma). E eu possibilito a reconstrução de algo, ou seja, como você, mesmo diz que possibilita a construção da arte da escrita, por sua vez, eu concretizo essa mesma arte, tornando-a perfeita. Sendo assim, desculpe-me. Hoje, me conscientizo de que necessitamos um do outro para realizarmos alguma coisa.
- Todos nós independentes dês sermos Lápis ou Borracha temos nosso papel a cumprir. É somente dessa forma que contribuiremos para a construção de um mundo melhor cheio de paz e igualdade social.
O lápis e a borracha abraçaram-se e saíram juntos.



Janaína Santos

O LÚDICO COMO INSTRUMENTO VIABILIZADOR DA APRENDIZAGEM

A Educação Infantil/ Pré- Escola propicia a experiência e a socialização, não quero aqui dizer que estas crianças não interagem fora da sala de aula o que quero dizer é que para elas o ambiente institucional é diferente, em vista o oferecido em casa ou mesmo quando estão na rua; por isso ao iniciarem a educação infantil o primeiro momento é de choque, depois com o passar do tempo e auxílio do educador que deixará o ambiente alegre, agradável e prazeroso possível, elas irão se desabrochar.
É infindável a importância da educação infantil na vida das crianças, pois elas irão receber todo um alicerce, uma preparação para atingirem o ensino regular. É um período também de em que o educador deverá trabalhar a formação social da criança, deixando-a acima de tudo livre, porém com uma liberdade vigiada, dando oportunidade de se expressarem. Enfim, o objetivo pedagógico deve estar baseado na formação integral do ser, não se preocupando somente com avaliações sistemáticas, mas sim com aspectos intrapessoais de cada um, como um ser em fase de crescimento pessoal, ou seja, fase em que seu caráter está sendo formado.
Como Educadora de Educação Infantil, graduada em Pedagogia, sinto-me preocupada com a formação social dos meus educandos, uma vez que, eles estão na fase de construção de sua personalidade. Dessa forma, referindo-me a conceitos, conhecimentos sistemáticos estes são praticados através do lúdico. Nisso as crianças aprendem sem obrigação e o mais importante vivem a sua fase, sem queimar etapas.

INTERAÇÃO PROFESSOR X ALUNO

Há muito tempo a educação tem sido alvo de discussões, dando ênfase à formação do cidadão crítico e ativo. Não há dúvidas que o professor, formador de opinião, deve ter sempre o questionamento de que tipo de cidadão é preciso formar. Mas, antes de tudo é preciso preocupar-se com o aluno enquanto pessoa, dotada de sentimentos e que por diversas vezes vê na figura do professor um amigo, confiando suas angustias e anseios. É fundamental que o docente permita esse olhar e que desempenhe o papel não de transmissor de conteúdos, mas de ser mediador dos mesmos. Tendo em mente que não há processo de aprendizagem se não existir uma relação de confiança entre àqueles que são protagonistas do ato recíproco ensinar e aprender.
Sendo assim, faz-se necessário saber que a interação professor x aluno nem sempre foi vista como um dos fatores responsáveis por conduzir a uma aprendizagem, pois o professor era aquele que achava que sabia de tudo e os alunos que “não sabiam” estavam na escola para aprender. Nessa perspectiva, existia um certo distanciamento entre ambos. E o aluno que deveria ser visto como o sujeito do processo ensino aprendizagem era concebido como objeto.
Atualmente, muitos estudiosos da área da educação têm contribuído com suas pesquisas para garantir a qualidade de ensino e tem sido ratificado que um dos fatores que possibilitam o sucesso na aquisição do conhecimento pelo educando é a relação que se estabelece de confiança, amizade e respeito entre o docente e o discente, concretizando com reciprocidade o verdadeiro ato de aprender. “Aquele que ensina, simultaneamente aprende.” Com base nesta afirmativa, é fundamental que o educador respeite o ritmo de desenvolvimento cognitivo de seus alunos, pois uma sala de aula com alunos com várias realidades nunca será homogênia. Por isso, é necessário um trabalho voltado para os diferentes níveis de aprendizagem, cabendo ao professor ser o norteador do processo ensino aprendizagem, colocando seus educandos como o sujeito desse processo.





O QUE É SER UM PROFESSOR ESPECIAL?

Um professor especial è aquele que à medida que ensina, aprende em conjunto com seus alunos, é aquele que age com dedicação e responsabilidade.
Para ser um professor especial não basta desempenhar uma atividade, mas envolver-se com esta.
Sendo assim, permanece nas mãos desse profissional a possibilidade de provocar mudanças e enfrentar desafios que são cada vez mais impostos pela nossa sociedade moderna.
Um professor especial respeita os potenciais de cada aluno, pois tem em mente que todos os seres humanos independentes de ser ou crianças são dotados de potenciais que muitas vezes precisam ser descobertos. É nesse sentido, que o verdadeiro e especial professor entra em cena, aproximando-se da criança, da sua família e do meio em que Lea vive, tornando-se então, um amigo, a quem o aluno depositará total confiança. É somente na relação de amizade e de confiança que grandes potenciais são revelados.
Em suma, para um professor torna-se especial não precisa de grandes atos porque é na simplicidade das ações que estão as verdadeiras conquistas.