terça-feira, 8 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
SEJA UM EDUCADOR
1. Eduque seus alunos para vida.
2. Seja um “mestre educador” norteando o caminho para a aprendizagem.
3. Não dê algo pronto. Possibilite a reorganização dos conhecimentos sistemáticos.
4. Seja amigo. Pois é nesta ação que está a chave.
5. Trabalhe com dedicação e acima de tudo responsabilidade.
6. Seja flexível.
7. Valorize a subjetividade dos alunos, tendo em mente que todos são seres únicos e, sendo assim possuem ritmos diferenciados.
8. Aproxime-se das vivências dos alunos para compreender suas atitudes.
9. Seja generoso. Pois está na simplicidade das ações as grandiosas conquistas.
E acima de tudo:
10. Trabalhe como coração: Pois o público a ser atingido está em processo de desenvolvimento. Por isso precisa de carinho, amor e principalmente compreensão.
J. Santos-2006
PENSAMENTO – BOB MARLEY
“As vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas… O tempo passa… e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!”
FICA PROIBIDO, PABLO NERUDA
Levantar-se um dia sem saber o que fazer,
Ter medo das tuas recordações.
Fica proibido não sorrir ante os problemas,
Não lutar pelo que queres,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar em realidade teus sonhos..
Não lutar pelo que queres,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar em realidade teus sonhos..
Fica proibido não demonstrar o teu amor,
Fazer com que alguém pague pelas tuas dúvidas e pelo teu mau humor..
Fazer com que alguém pague pelas tuas dúvidas e pelo teu mau humor..
Fica proibido deixar os teus amigos,
Não tentar compreender aquilo que viveram juntos,
Chamá-los somente quando precisa deles..
Não tentar compreender aquilo que viveram juntos,
Chamá-los somente quando precisa deles..
Fica proibido não seres tu perante todos,
Fingir para as pessoas que não te importas,
Esquecer todos os que te querem..
Fingir para as pessoas que não te importas,
Esquecer todos os que te querem..
Fica proibido não fazeres as coisas para ti mesmo,
Não fazeres o teu destino,
Ter medo da vida e dos teus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse o último
Não fazeres o teu destino,
Ter medo da vida e dos teus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse o último
A ÚLTIMA CRÔNICA, FERNANDO SABINO
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea
para tomar um café junto ao balcão.
Na realidade estou adiando o momento de escrever.
A perspectiva me assusta.
Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano
nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um.
Eu pretendia apenas recolher da vida diária
algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência,
que a faz mais digna de ser vivida.
para tomar um café junto ao balcão.
Na realidade estou adiando o momento de escrever.
A perspectiva me assusta.
Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano
nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um.
Eu pretendia apenas recolher da vida diária
algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência,
que a faz mais digna de ser vivida.
Visava ao circunstancial, quer num flagrante de esquina,
quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico,
torno-me simples espectador e perco a noção do essencial.

quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico,
torno-me simples espectador e perco a noção do essencial.
Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café,
enquanto o verso do poeta se repete na lembrança:
"assim eu queria o meu último poema".
Não sou um poeta e estou sem assunto.
Lanço então um último olhar fora de mim,
onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

enquanto o verso do poeta se repete na lembrança:
"assim eu queria o meu último poema".
Não sou um poeta e estou sem assunto.
Lanço então um último olhar fora de mim,
onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se,
numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos.
A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras,
deixa-se acentuar pela presença de uma negrinha de seus três anos,
laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre,
que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas
numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos.
A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras,
deixa-se acentuar pela presença de uma negrinha de seus três anos,
laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre,
que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas
ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor.
Três seres esquivos que compõem em torno à mesa
a instituição tradicional da família, célula da sociedade.
Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

a instituição tradicional da família, célula da sociedade.
Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los.
O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso,
aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira,
e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma.
A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa,
como se aguardasse a aprovação do garçom.

O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso,
aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira,
e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma.
A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa,
como se aguardasse a aprovação do garçom.
Este ouve, concentrado, o pedido do homem
e depois se afasta para atendê-lo.
A mulher suspira, olhando para os lados,
a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali.

e depois se afasta para atendê-lo.
A mulher suspira, olhando para os lados,
a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali.
A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês.
O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão,
larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro,
apenas uma pequena fatia triangular.
O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão,
larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro,
apenas uma pequena fatia triangular.
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de coca-cola
e o pratinho que o garçom deixou à sua frente.
Por que não começa a comer?

e o pratinho que o garçom deixou à sua frente.
Por que não começa a comer?
Vejo que os três, pai, mãe e filha,
obedecem em torno à mesa a um discreto ritual.
A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante,
retira qualquer coisa.
O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera.
A filha aguarda também, atenta como um animalzinho.
Ninguém mais os observa além de mim.

obedecem em torno à mesa a um discreto ritual.
A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante,
retira qualquer coisa.
O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera.
A filha aguarda também, atenta como um animalzinho.
Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas,
que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo.
E enquanto ela serve a coca-cola, o pai risca o fósforo e acende as velas.
Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore
e sopra com força, apagando as chamas.
Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada,
cantando baixinho: "parabéns pra você, parabéns pra você..."
e com os pais acompanhando.
Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa.

que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo.
E enquanto ela serve a coca-cola, o pai risca o fósforo e acende as velas.
Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore
e sopra com força, apagando as chamas.
Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada,
cantando baixinho: "parabéns pra você, parabéns pra você..."
e com os pais acompanhando.
Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa.
A negrinha agarra finalmente o bolo
com as duas mãos desesperadas e põe-se a comê-lo.
A mulher está olhando para ela com ternura -
ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo,
limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo.
O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito,
como a se convencer intimamente do sucesso da celebração.

com as duas mãos desesperadas e põe-se a comê-lo.
A mulher está olhando para ela com ternura -
ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo,
limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo.
O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito,
como a se convencer intimamente do sucesso da celebração.
De súbito, dá comigo a observá-lo, nossos olhos se encontram,
ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça baixar a cabeça,
mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre um sorriso.
ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça baixar a cabeça,
mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre um sorriso.
Assim que queria a minha última crônica:
que fosse pura como esse sorriso.
O CASO DO VESTIDO, DRUMMOND
Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?
Minhas , é o vestido
de uma dona que passou.
Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?
Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.
Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.
Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.
O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.
Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!
Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.
Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.
E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,
se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,
chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,
me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,
mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.
Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,
beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.
Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,
me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,
que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...
Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.
Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.
Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.
Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.
E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.
Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.
Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,
só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.
Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.
Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.
O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,
mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.
Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.
Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.
Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,
visitei vossos parentes,
não comia, não falava,
tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.
Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,
perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,
minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,
minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.
Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.
Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,
pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.
Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,
que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,
última peça de luxo
que guardei como lembrança
daquele dia de cobra,
da maior humilhação.
Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.
Mas então ele enjoado
confessou que só gostava
de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,
fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,
me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,
me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,
bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,
dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.
Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito
de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.
Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.
Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?
quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?
quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?
quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?
Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.
Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.
Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada
vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,
mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,
põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,
comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,
comia meio de lado
e nem estava mais velho.
O barulho da comida
na boca, me acalentava,
me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito
de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.
Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.
Texto extraído do livro "Nova Reunião"
domingo, 6 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
AMADO, VANESSA DA MATA
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você.
Aprendi que há ocasiões em que as palavras calam para dar lugar ao superior e sublime silêncio que responde tudo!
sexta-feira, 4 de março de 2011
NOSSO CARNAVAL!!!
O dia para ser feliz: HOJE!
Para aqueles que pensam que o ensino deve ser ministrado somente entre as quatros paredes, mostramos que não é bem assim!
Estes meninos e meninas, hoje, aprenderam lições sobre cultura e cidadania.
Hoje, fomos mais felizes e voltamos para casa com o gostinho de ter espalhado a alegria!!ksksksksk
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