sábado, 1 de janeiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
APRESENTAÇÃO DA MONOGRAFIA
APRESENTAÇÃO
A gramática tradicional apresenta falhas que, em geral, se desencadeiam em três grandes pontos: sua inconsistência teórica e falta de coerência interna; seu caráter predominantemente normativo; e o enfoque centrado em uma variedade da língua, o dialeto padrão, com exclusão de todas as outras variantes. Os três pontos merecem destaque, pois somente teremos uma gramática satisfatória como base para o ensino quando alinharmos e repensarmos estes três pontos (PERINI, 2007:05). Numa nova perspectiva, este ensino não deve excluir estes três pontos, mas repensá-los, elucidando as informações de cunho normativo, em vista disso, privilegiando todas as variedades linguísticas, não somente a padrão. Não as medindo como melhor ou pior, mas somente inadequadas em umas situações e adequadas em outras. Deve, então, abandonar a ideia de que o português do Brasil é uma entidade simples e homogênea e adotar, ao contrário, que este mesmo português possui diversidade e que os brasileiros, em especial, são poliglotas dentro de sua própria língua.
A partir da necessidade de se discutir um ensino realmente dinâmico/reflexivo da gramática surgiu a ideia deste projeto, inicialmente como ideias abstratas que foram ganhando formas e buscando sustentação através dos estudos e pesquisas realizadas na literatura, as quais serão citadas ao longo de toda a discussão. Para tanto foi utilizado como suporte a pesquisa bibliográfica, encaixando-se, também, a notória ferramenta como “Google acadêmico”.
Este projeto tem o objetivo de discorrer sobre a necessidade da sistematização do ensino da gramática que vise à reflexão e não a uma simples transmissão dos conteúdos de modo vazio e inconsistente. Assim, além de constatar a necessidade de uma postura docente mais crítica e ativa, constata-se também a necessidade de uma renovação no ensino da gramática para um ensino sistemático, consistente e livre de contradições. Este projeto pode ser encarado como um convite à discussão sobre o ensino de gramática renovado que proporcione o exercício da argumentação e do raciocínio, contribuindo para a formação intelectual dos estudantes.
(...)
MONOGRAFIA
Ensino da gramática: Uma perspectiva reflexiva.
Autora: Profª. Janaína Santos
Graduação em Pedagogia e Letras.
Especialização em Letras/Literatura.
Autora: Profª. Janaína Santos
Graduação em Pedagogia e Letras.
Especialização em Letras/Literatura.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
O PRÍNCIPE DESENCANTADO
Literatura infanto-juvenil
O primeiro beijo foi dado por um príncipe numa princesa que estava dormindo encantada há cem anos. Assim que foi beijada, ela acordou e começou a falar:
- Muito obrigada, querido príncipe. Você por acaso é solteiro?
- Sim, minha querida princesa.
- Então nós temos que nos casar já! Você me beijou, e foi na boca, afinal de contas não fica bem, não é mesmo?
- É... Querida princesa.
- Você tem um castelo, é claro.
- Tenho... Princesa.
- E quantos quartos tem o seu castelo, posso saber?
- Trinta e seis.
- Só? Pequeno hein! Mas não faz mal, depois a gente faz umas reformas... Deixa eu pensar quantas amas eu vou ter que contratar... Umas quarenta eu acho que dá!
- Tantas assim?
- Ora, meu caro, você não espera que eu vá gastar as minhas unhas varrendo, lavando e passando, não é?
- Mas quarenta amas?
- Ah, eu não quero nem saber. Eu não pedi para ninguém vir até aqui me beijar, e já vou avisando que quero umas roupas novas, as minhas devem estar fora de moda, afinal, passaram-se cem anos, não é mesmo? E quero uma carruagem de marfim, sapatinhos de cristal e... e... joias é claro! Eu quero anéis, pulseiras, colares, tiaras, coroas, cetros, pedras preciosas, semipreciosas, pepitas de ouro e discos de platina!
- Mas eu não sou o rei das Arábias, sou apenas um príncipe...
- Não me venha com desculpas esfarrapadas! Eu estava aqui dormindo e você veio e me beijou e agora vai querer que eu ande por aí como uma gata borralheira? Não, não e não, e outra vez não e mais uma vez não!
Tanto a princesa falou que, o príncipe se arrependeu de ter ido até lá e a beijado. Então, teve uma ideia. Esperou a princesa ficar distraída, se jogou sobre ela e deu outro beijo, bem forte. A princesa caiu imediatamente em sono profundo, e dizem que até hoje está lá, adormecida. Parece que a notícia se espalhou e os príncipes passam correndo pela frente do castelo onde ela dorme, assobiando e olhando para o outro lado.
Flávio de Souza. Príncipes e princesas, sapos e lagartos.
São Paulo, FTD, 1993.
Análise textual
O príncipe desencantado é uma versão cômica do conto A Bela Adormecida. Esse texto de Flávio Souza conta uma história a partir do fim, com o objetivo de ironizar o final romântico dos contos de fadas “e foram felizes para sempre”. Além disso, nos mostra a figura de uma princesa sem estereótipos. Pois, as princesas dos contos tradicionais costumam ser bonitas, gentis, educadas, humildes e principalmente submissas a seus maridos. Contudo, aquela apresentada no texto possui um temperamento totalmente diferente. Ela é arrogante, faladeira, esperta, atrevida e muito ambiciosa, em outras palavras foge completamente aos padrões pré-estabelecidos.
O texto também se apresenta com um tom cômico em consequência do temperamento da princesa e do final inusitado.
Por outro lado, temos a figura do príncipe que mesmo decepcionado com a princesa consegue manter a educação e a calma. Mas, consegue armar uma estratégia para conseguir se livrar do pesado fardo “a princesa ambiciosa”. Depois de conseguir o almejado ele sai avisando aos demais da personalidade da jovem. Que dessa forma, estará fadada a viver para sempre em um sono profundo.
O conto O príncipe desencantado é um texto que tenta mostrar o outro lado das histórias infantis, pois nos abre a cortina para a existência de personagens não idealizados, mas sim com defeitos e virtudes. Os estereótipos começam a se desfazerem a partir do próprio título que quer dizer príncipe decepcionado e depois com o desfecho longe da concordância no plural “viveram felizes para sempre”. Podendo ser posto no final “viveu feliz para sempre” porque o único que acabou bem na história foi o príncipe que, por sua vez, espalhou a má fama da princesa eliminando a possibilidade de um futuro enlace matrimonial.
Este conto é um maravilhoso material de apoio para reflexão, pois ele não segue a modelos pré-estabelecidos, do contrário trabalha dando uma ênfase aos padrões de comportamentos, fazendo uma denúncia social dos temas como a ambição, o casamento por dinheiro e a arrogância.
É, também, uma excelente sequência didática, destinada principalmente para leitores em processo, pois o professor pode fazer um paralelo entre o conto A bela adormecida com o objetivo de fazer com que os alunos percebam o outro lado das histórias infantis e dessa forma desmascarar as ideologias e estereótipos presentes nos contos.
O VENTO E SOL
Narrador: Pai ou responsável
Personagens: Vento;
Sol;
Viajante 1;
Viajante 2.
NARRADOR: O Vento e o Sol estavam disputando qual dos dois era o mais forte.
SOL: Eu sou mais forte!
VENTO: Não! Eu sou o mais forte!
NARRADOR: De repente, viram dois viajantes que vinham caminhando.
VIAJANTE 1: Será que falta muito para chegarmos até a cidade?
VIAJANTE 2: Espero que não!
NARRADOR: Decidiram, então fazer uma aposta.
SOL: Sei como decidir nosso caso!
VENTO: como?
SOL: Aquele que conseguir fazer os viajantes tirarem os casacos será o mais forte. Você começa!
NARRADOR: O Sol, então, se escondeu atrás de uma nuvem.
O vento começou a soprar com toda a força. Quanto mais soprava, mais os viajantes ajustavam os casacos aos corpos.
VIAJANTE 1: Que Vento forte!!Vou me cobrir.
VIAJANTE 2: Está forte demais.
NARRADOR: Desesperado e com muita raiva, o vento retirou-se.
O sol saiu do seu esconderijo e brilhou com todo o esplendor sobre os viajantes, que logo sentiram calor e tiraram os casacos.
VIAJANTE 1: Que tempo maluco! Já estou sentindo um calorzinho, vou tirar o casaco.
VIAJANTE 2: Eu também estou sentindo calor! Também vou tirar o meu casaco.
VIAJANTE 1: Boa ideia! Vamos!
NARRADOR: Os viajantes seguem pelo caminho tranquilamente
TODOS OS PERSONAGENS (mãos dadas): “O amor constrói, a violência destrói”.
Reflexão sobre o texto: O narrador, pai ou responsável.
Fazer perguntas às crianças.
Por exemplo: Quem ganhou a aposta? Por quê?
Comentários
Adaptações: Janaína Santos
Comentários
Adaptações: Janaína Santos
Dedico a meu sobrinho Vítor Ramon
Cenário
Dois cenários:
Céu,
Floresta.
Vestimentas:
Roupa do Sol,
Roupa do vento,
Trajes dos viajantes.
Materias:
Bolsas,
Lanterna.
Ventilador (pequeno)
Obs.: Ventilador manuseado pelo narrador (pai ou responsável).
domingo, 28 de novembro de 2010
PROJETO INTERDISCIPLINAR: “Pequenos grandes escritores”
PROJETO INTERDISCIPLINAR: “Pequenos grandes escritores”
PROF.ª Janaína Santos
ÁREAS DO CONHECIMENTO ENVOLVIDAS: Artes;
Português
SETEMBRO/2010
LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL
Sabemos que é enorme a dificuldade dos nossos alunos quando diz respeito à leitura e à escrita. Por eles se acharem envoltos num mundo “de regras, de padrões da língua” as encaram como se fossem estranhas.
As produções textuais devem ser encaradas, em primeiro plano, por uma visão geral em seguida para o específico. Ou seja, a primeira preocupação no momento da escrita deve ser com a coerência, fazendo nossos alunos perceberem que escrevemos para alguém e este alguém precisa entender o que ler. Desse modo a produção se torna autêntica e real, pois está embasada no contexto e não distanciada. “Ora, tenho que escrever bem porque alguém vai ler e deverá entender!”.
Partindo desse pressuposto, este projeto foi construído na perspectiva de tornar o momento de criação um momento de apresentar o que foi criado, sendo feita paralelamente pelo seu autor e por aqueles envolvidos na análise da obra, neste caso diretamente os alunos que se sentirão à vontade para discutir acerca das produções dos colegas.
E por falar em Literatura...
O ato de ouvir e contar histórias está, quase sempre, presente nas nossas vidas: desde que nascemos aprendemos por meio das experiências concretas das quais participamos, mas também através daquelas experiências das quais tomamos conhecimento através do que os outros nos contam.
Todos temos necessidades de contar aquilo que vivenciamos, sentimos, pensamos, sonhamos...
Dessa necessidade humana surgiu a literatura: do desejo de ouvir e contar para, através desta prática, compartilhar.
Contadas em verso ou em prosa, as histórias permitiram que a humanidade passasse, de geração a geração, sua história – seus feitos, suas decepções, seus amores, seus sonhos, seus temores, suas esperanças...
ÀS vezes, no dia - a - dia da escola esquecemos o quanto ouvir, contar, Produzir histórias é importante.
Quem não se lembra de uma história em particular, contada por alguém querido, de um modo especial que, talvez por isto mesmo até hoje somos capazes de relembrar: fadas, reis e rainhas, florestas mágicas, loucas aventuras, romances, histórias familiares, poderes gigantescos que, por alguns instantes eram nossos...faziam parte do nosso mundo.
Eram histórias que nos faziam acreditar e realizar tudo, ou quase tudo...
DESSA FORMA, OS ALUNOS, DO 6º, 7ª E 8º ANO, TÊM A HONRA DE CONTAR SUAS INÉDITAS PRODUÇÕES EM FORMA DE TEATRO, DANDO VIDA A BONECOS E DANDO ASAS A IMAGINAÇÃO DE QUEM OS ASSISTE.
DURAÇÃO:
Setembro, Outubro e início de Novembro.
PÚBLICO ALVO:
Alunos do 6º até o 8º ano.
OBJETIVO GERAL
*Propiciar aos alunos o gosto pela leitura e produção textual.
OBJETIVO ESPECÍFICO
*Reconhecer a diversidade textual.
*Produzir textos.(CONTO/FÁBULA/HISTÓRIA EM QUADRINHO)
*Sensibilizar os alunos para a importância da análise do texto.
*Compreender os textos possuem discursos diretos e indiretos.
*Associar a fala aos respectivos personagens por meio de fantoche.
*Dar a devida entonação ao texto, concebendo a fala dos personagens fantoches;
*Desenvolver a expressividade;
*Desenvolver a espontaneidade;
*Desenvolver a criatividade;
*Ampliar o vocabulário;
METODOLOGIA
*Dispor em sala de aula diversos gêneros textuais.
*Analisar os diversos gêneros.
*Produzir textos em sala de aula com a mediação do professor.
*Pedir que os alunos leiam seus próprios textos.
*Analisar em conjunto cada texto. (Deixando que os alunos se expressem livremente).
*Produzir fantoches para a apresentação em teatro do texto produzido.
*Apresentar as produções para outras turmas.
AVALIAÇÃO
A avaliação será realizada no decorrer de todo processo, aspectos como: Pontualidade, interesse, assiduidade, criatividade, pertinência ao tema, entonação serão observados e analisados pelo mediador.
CULMINÂNCIA
Será realizada uma apresentação no dia 10 de novembro de 2010 que deverá ser apreciada por outras turmas como uma forma de reconhecimento de todo o trabalho.
SOMOS NÓS ENCERRANDO MAIS UM TRABALHO!
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
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