Certa tarde encontraram-se o Lápis e a Borracha. E começaram a expandir suas virtudes, com a intenção de provar quem seria superior.
Iniciou-se, portanto, a seguinte discussão:
- Senhor Lápis, por acaso, não sabe que sou imprescindível? E que é através de mim que é possibilitada a correção de algo que não saiu muito bem?
- Senhora Borracha, queres insinuar que não exerço função alguma?
- Bem! Eu não estou querendo insinuar coisa alguma, mas se a carapuça serviu!
- Eu sou o Lápis!(irritando-se) Eu possibilito a construção da mais bela arte, que é a escrita, se não fosse por mim, a mesma não existiria!
- Há pessoas que se consideram um máximo! (com ironia). Diga-me uma coisa, senhor Lápis, quando Jesus Cristo ensinou a seus discípulos ele usava o lápis? O povo primitivo ao deixar vestígios da sua cultura, os hieróglifos e a escrita cuneiforme, utilizou o recurso do lápis?
- O maior educador, Jesus cristo, em seus ensinamentos não dependia do recurso do lápis, é verdade, porque ele dispunha do chão e seus dedos. Como ele poderia escrever a lápis no chão? Já o povo primitivo dispunha de pigmentos para deixar suas histórias nas rochas ou paredes. Bem, o que quero dizer é que o lápis tem a probabilidade de deixar algo gravado permanentemente que nem o tempo, nem muito menos a memória do homem consegue apagar.
- Justamente! (calma). E eu possibilito a reconstrução de algo, ou seja, como você, mesmo diz que possibilita a construção da arte da escrita, por sua vez, eu concretizo essa mesma arte, tornando-a perfeita. Sendo assim, desculpe-me. Hoje, me conscientizo de que necessitamos um do outro para realizarmos alguma coisa.
- Todos nós independentes dês sermos Lápis ou Borracha temos nosso papel a cumprir. É somente dessa forma que contribuiremos para a construção de um mundo melhor cheio de paz e igualdade social.
O lápis e a borracha abraçaram-se e saíram juntos.
Janaína Santos
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