“O Homem é, por natureza, um caçador de sentido”.
(anônimo)
A coerência textual é o resultado da articulação das ideias de um texto, é a estruturação lógico-semântica que faz com que numa situação discursiva palavras e frases componham um todo significativo para os interlocutores. Ela constitui um fator importante da textualidade, mas além dela existem outros fatores que estão mais ligados ao leitor que a própria COERÊNCIA. Em outras palavras, a eficácia de uma boa dissertação argumentativa não depende só dos processos de raciocínios, nem de uma estrutura linguístico textual bem construída pelo autor, mas depende também de outros fatores que tem a ver diretamente com o leitor, tais como: Seus conhecimentos prévios, sua percepção do jogo político e ideológico envolvido no texto, seus conhecimentos das regras sócio-culturais em vigor, sua relação com o autor, suas intenções de leitura e seu domínio dos recursos da língua e do gênero textual lido.
(anônimo)
A coerência textual é o resultado da articulação das ideias de um texto, é a estruturação lógico-semântica que faz com que numa situação discursiva palavras e frases componham um todo significativo para os interlocutores. Ela constitui um fator importante da textualidade, mas além dela existem outros fatores que estão mais ligados ao leitor que a própria COERÊNCIA. Em outras palavras, a eficácia de uma boa dissertação argumentativa não depende só dos processos de raciocínios, nem de uma estrutura linguístico textual bem construída pelo autor, mas depende também de outros fatores que tem a ver diretamente com o leitor, tais como: Seus conhecimentos prévios, sua percepção do jogo político e ideológico envolvido no texto, seus conhecimentos das regras sócio-culturais em vigor, sua relação com o autor, suas intenções de leitura e seu domínio dos recursos da língua e do gênero textual lido.
Nessa perspectiva, diferentes tipos de textos podem apresentar diferentes tipos de coerência, isto é, um texto técnico exigirá mais dos seus usuários do que um conto infantil. Logo, aquele pode se tornar incoerente para quem não tem o conhecimento linguístico adequado e este coerente por ser mais acessível. O que se pretende dizer é que a coerência não está no texto, mas construída pelo leitor durante a leitura.
Dessa forma, entende-se que para se perceber a coerência do texto não dependerá somente do texto em si, mas sim dos usuários. Se estes não possuírem um conhecimento linguístico adequado e conhecimento de mundo o texto se tornará incoerente, pois não cumprirá a função comunicativa. Como diz Beaugrande e Dressler “O texto incoerente é aquele em que o leitor /alocutário não consegue descobrir nenhuma continuidade comumente porque há uma séria discrepância entre a configuração de conceitos e relações expressas e o conhecimento anterior de mundo dos receptores” (Beugrande e Dressler, 1981; 84). Portanto, quando alguém produz um texto, sempre acha que está sendo claro o suficiente para transmitir o sentido desejado ao interlocutor. Este, por sua vez, também se esforça para compreender a mensagem e, inicialmente, acredita que o texto tem coerência. Às vezes, porém, ocorrem falhas no processo comunicativo; ou o interlocutor, talvez por lhe faltarem conhecimentos sobre o vocabulário ou informação sobre a realidade, pode não alcançar o sentido pretendido pelo locutor.
Um texto bem construído é, naturalmente, bem interpretado, vai apresentar aquilo que Beaugrande e Dressler chamaram de textualidade. Esses autores apontam sete aspectos que são responsáveis pela textualidade de um texto que são: Fatores linguísticos (Coesão, coerência e intertextualidade) e fatores extralinguísticos (Intencionalidade, aceitabilidade, informatividade e situacionalidade).
Assim, não existem textos coerentes em si mesmos, mas sim constroem-se na relação emissor-receptor-mundo. Em outras palavras, um texto é coerente quando compatível com o conhecimento de mundo do receptor.
Conclusão
Mediante as discussões conclui-se que um texto pode ser incoerente em uma determinada situação se seu autor não consegue inferir um sentido ou uma ideia através da articulação de suas frases e parágrafos e por meio de recursos linguísticos (pontuação, vocabulário, etc.), incluindo fatores como o conhecimento que o produtor e o receptor tem do assunto abordado no texto, conhecimento de mundo, o conhecimento que esses têm da língua que usam e intertextualidade.

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