domingo, 26 de setembro de 2010
A VELHA A FIAR, CINEASTA HUBERTO MAURO-1964
Há cheiros, sabores, momentos que nos fazem lembrar da infância. Neste caso, em especial, uma cantiga popular nos faz lembrar daquele tempo que o que queríamos era somente brincar...correr...rir..Hum, tempo gostoso!
sábado, 18 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
SOBRE A COERÊNCIA TEXTUAL:ALGUNS CONCEITOS
“O Homem é, por natureza, um caçador de sentido”.
(anônimo)
A coerência textual é o resultado da articulação das ideias de um texto, é a estruturação lógico-semântica que faz com que numa situação discursiva palavras e frases componham um todo significativo para os interlocutores. Ela constitui um fator importante da textualidade, mas além dela existem outros fatores que estão mais ligados ao leitor que a própria COERÊNCIA. Em outras palavras, a eficácia de uma boa dissertação argumentativa não depende só dos processos de raciocínios, nem de uma estrutura linguístico textual bem construída pelo autor, mas depende também de outros fatores que tem a ver diretamente com o leitor, tais como: Seus conhecimentos prévios, sua percepção do jogo político e ideológico envolvido no texto, seus conhecimentos das regras sócio-culturais em vigor, sua relação com o autor, suas intenções de leitura e seu domínio dos recursos da língua e do gênero textual lido.
(anônimo)
A coerência textual é o resultado da articulação das ideias de um texto, é a estruturação lógico-semântica que faz com que numa situação discursiva palavras e frases componham um todo significativo para os interlocutores. Ela constitui um fator importante da textualidade, mas além dela existem outros fatores que estão mais ligados ao leitor que a própria COERÊNCIA. Em outras palavras, a eficácia de uma boa dissertação argumentativa não depende só dos processos de raciocínios, nem de uma estrutura linguístico textual bem construída pelo autor, mas depende também de outros fatores que tem a ver diretamente com o leitor, tais como: Seus conhecimentos prévios, sua percepção do jogo político e ideológico envolvido no texto, seus conhecimentos das regras sócio-culturais em vigor, sua relação com o autor, suas intenções de leitura e seu domínio dos recursos da língua e do gênero textual lido.
Nessa perspectiva, diferentes tipos de textos podem apresentar diferentes tipos de coerência, isto é, um texto técnico exigirá mais dos seus usuários do que um conto infantil. Logo, aquele pode se tornar incoerente para quem não tem o conhecimento linguístico adequado e este coerente por ser mais acessível. O que se pretende dizer é que a coerência não está no texto, mas construída pelo leitor durante a leitura.
Dessa forma, entende-se que para se perceber a coerência do texto não dependerá somente do texto em si, mas sim dos usuários. Se estes não possuírem um conhecimento linguístico adequado e conhecimento de mundo o texto se tornará incoerente, pois não cumprirá a função comunicativa. Como diz Beaugrande e Dressler “O texto incoerente é aquele em que o leitor /alocutário não consegue descobrir nenhuma continuidade comumente porque há uma séria discrepância entre a configuração de conceitos e relações expressas e o conhecimento anterior de mundo dos receptores” (Beugrande e Dressler, 1981; 84). Portanto, quando alguém produz um texto, sempre acha que está sendo claro o suficiente para transmitir o sentido desejado ao interlocutor. Este, por sua vez, também se esforça para compreender a mensagem e, inicialmente, acredita que o texto tem coerência. Às vezes, porém, ocorrem falhas no processo comunicativo; ou o interlocutor, talvez por lhe faltarem conhecimentos sobre o vocabulário ou informação sobre a realidade, pode não alcançar o sentido pretendido pelo locutor.
Um texto bem construído é, naturalmente, bem interpretado, vai apresentar aquilo que Beaugrande e Dressler chamaram de textualidade. Esses autores apontam sete aspectos que são responsáveis pela textualidade de um texto que são: Fatores linguísticos (Coesão, coerência e intertextualidade) e fatores extralinguísticos (Intencionalidade, aceitabilidade, informatividade e situacionalidade).
Assim, não existem textos coerentes em si mesmos, mas sim constroem-se na relação emissor-receptor-mundo. Em outras palavras, um texto é coerente quando compatível com o conhecimento de mundo do receptor.
Conclusão
Mediante as discussões conclui-se que um texto pode ser incoerente em uma determinada situação se seu autor não consegue inferir um sentido ou uma ideia através da articulação de suas frases e parágrafos e por meio de recursos linguísticos (pontuação, vocabulário, etc.), incluindo fatores como o conhecimento que o produtor e o receptor tem do assunto abordado no texto, conhecimento de mundo, o conhecimento que esses têm da língua que usam e intertextualidade.
É O MOMENTO...
• Leia um bom livro. Pois quem ler sabe mais, visita mundos distantes e aprimora o raciocínio.
• Mude o visual, seu corpo também precisa ser presenteado.
• Faça um passeio turístico. Devemos dar aos nossos olhos a chance de contemplar vários lugares que exercem fascínio em seus admiradores.
• Saia com os amigos. Os amigos são também uma espécie de família.
• Assista a um bom filme. Com essa ação irá ser apurado vários sentidos como o da audição, visão e também o cognitivo, ou seja, a possibilidade de reflexão.
• Seja solidário. É tão gratificante ver o sorriso estampado na face daquele que foi amparado.
... Por último:
• Viva cada dia intensamente como se fosse o último.
J. Santos- 2004
UM HOMEM, E QUE HOMEM!
Ele tem um 1.80, é magro, moreno, tem cabelos negros como a noite, possui um cavanhaque (um charme), seus olhos são da cor de mel.
Ó mel, doce mel é o que sinto por ele. Um sentimento puro, enigmático, sincero...
Vejo em seus olhos o bem que me tem.
Ah! Momentos de intensa magia.
Ele fitou-me. Eu correspondi. O inevitável aconteceu... Nos beijamos.
...Ah! O beijo.
Seu beijo quente, seus lábios ardentes nos abraçamos de tal forma o mundo poderia acabar eu morreria feliz.
De repente ouço um barulho, era o despertador...
Janaìna-2007
Ó mel, doce mel é o que sinto por ele. Um sentimento puro, enigmático, sincero...
Vejo em seus olhos o bem que me tem.
Ah! Momentos de intensa magia.
Ele fitou-me. Eu correspondi. O inevitável aconteceu... Nos beijamos.
...Ah! O beijo.
Seu beijo quente, seus lábios ardentes nos abraçamos de tal forma o mundo poderia acabar eu morreria feliz.
De repente ouço um barulho, era o despertador...
Janaìna-2007
sábado, 11 de setembro de 2010
O LÁPIS E A BORRACHA
Certa tarde encontraram-se o Lápis e a Borracha. E começaram a expandir suas virtudes, com a intenção de provar quem seria superior.
Iniciou-se, portanto, a seguinte discussão:
- Senhor Lápis, por acaso, não sabe que sou imprescindível? E que é através de mim que é possibilitada a correção de algo que não saiu muito bem?
- Senhora Borracha, queres insinuar que não exerço função alguma?
- Bem! Eu não estou querendo insinuar coisa alguma, mas se a carapuça serviu!
- Eu sou o Lápis!(irritando-se) Eu possibilito a construção da mais bela arte, que é a escrita, se não fosse por mim, a mesma não existiria!
- Há pessoas que se consideram um máximo! (com ironia). Diga-me uma coisa, senhor Lápis, quando Jesus Cristo ensinou a seus discípulos ele usava o lápis? O povo primitivo ao deixar vestígios da sua cultura, os hieróglifos e a escrita cuneiforme, utilizou o recurso do lápis?
- O maior educador, Jesus cristo, em seus ensinamentos não dependia do recurso do lápis, é verdade, porque ele dispunha do chão e seus dedos. Como ele poderia escrever a lápis no chão? Já o povo primitivo dispunha de pigmentos para deixar suas histórias nas rochas ou paredes. Bem, o que quero dizer é que o lápis tem a probabilidade de deixar algo gravado permanentemente que nem o tempo, nem muito menos a memória do homem consegue apagar.
- Justamente! (calma). E eu possibilito a reconstrução de algo, ou seja, como você, mesmo diz que possibilita a construção da arte da escrita, por sua vez, eu concretizo essa mesma arte, tornando-a perfeita. Sendo assim, desculpe-me. Hoje, me conscientizo de que necessitamos um do outro para realizarmos alguma coisa.
- Todos nós independentes dês sermos Lápis ou Borracha temos nosso papel a cumprir. É somente dessa forma que contribuiremos para a construção de um mundo melhor cheio de paz e igualdade social.
O lápis e a borracha abraçaram-se e saíram juntos.
Janaína Santos
O LÚDICO COMO INSTRUMENTO VIABILIZADOR DA APRENDIZAGEM
A Educação Infantil/ Pré- Escola propicia a experiência e a socialização, não quero aqui dizer que estas crianças não interagem fora da sala de aula o que quero dizer é que para elas o ambiente institucional é diferente, em vista o oferecido em casa ou mesmo quando estão na rua; por isso ao iniciarem a educação infantil o primeiro momento é de choque, depois com o passar do tempo e auxílio do educador que deixará o ambiente alegre, agradável e prazeroso possível, elas irão se desabrochar.
É infindável a importância da educação infantil na vida das crianças, pois elas irão receber todo um alicerce, uma preparação para atingirem o ensino regular. É um período também de em que o educador deverá trabalhar a formação social da criança, deixando-a acima de tudo livre, porém com uma liberdade vigiada, dando oportunidade de se expressarem. Enfim, o objetivo pedagógico deve estar baseado na formação integral do ser, não se preocupando somente com avaliações sistemáticas, mas sim com aspectos intrapessoais de cada um, como um ser em fase de crescimento pessoal, ou seja, fase em que seu caráter está sendo formado.
Como Educadora de Educação Infantil, graduada em Pedagogia, sinto-me preocupada com a formação social dos meus educandos, uma vez que, eles estão na fase de construção de sua personalidade. Dessa forma, referindo-me a conceitos, conhecimentos sistemáticos estes são praticados através do lúdico. Nisso as crianças aprendem sem obrigação e o mais importante vivem a sua fase, sem queimar etapas.
É infindável a importância da educação infantil na vida das crianças, pois elas irão receber todo um alicerce, uma preparação para atingirem o ensino regular. É um período também de em que o educador deverá trabalhar a formação social da criança, deixando-a acima de tudo livre, porém com uma liberdade vigiada, dando oportunidade de se expressarem. Enfim, o objetivo pedagógico deve estar baseado na formação integral do ser, não se preocupando somente com avaliações sistemáticas, mas sim com aspectos intrapessoais de cada um, como um ser em fase de crescimento pessoal, ou seja, fase em que seu caráter está sendo formado.
Como Educadora de Educação Infantil, graduada em Pedagogia, sinto-me preocupada com a formação social dos meus educandos, uma vez que, eles estão na fase de construção de sua personalidade. Dessa forma, referindo-me a conceitos, conhecimentos sistemáticos estes são praticados através do lúdico. Nisso as crianças aprendem sem obrigação e o mais importante vivem a sua fase, sem queimar etapas.
INTERAÇÃO PROFESSOR X ALUNO
Há muito tempo a educação tem sido alvo de discussões, dando ênfase à formação do cidadão crítico e ativo. Não há dúvidas que o professor, formador de opinião, deve ter sempre o questionamento de que tipo de cidadão é preciso formar. Mas, antes de tudo é preciso preocupar-se com o aluno enquanto pessoa, dotada de sentimentos e que por diversas vezes vê na figura do professor um amigo, confiando suas angustias e anseios. É fundamental que o docente permita esse olhar e que desempenhe o papel não de transmissor de conteúdos, mas de ser mediador dos mesmos. Tendo em mente que não há processo de aprendizagem se não existir uma relação de confiança entre àqueles que são protagonistas do ato recíproco ensinar e aprender.
Sendo assim, faz-se necessário saber que a interação professor x aluno nem sempre foi vista como um dos fatores responsáveis por conduzir a uma aprendizagem, pois o professor era aquele que achava que sabia de tudo e os alunos que “não sabiam” estavam na escola para aprender. Nessa perspectiva, existia um certo distanciamento entre ambos. E o aluno que deveria ser visto como o sujeito do processo ensino aprendizagem era concebido como objeto.
Atualmente, muitos estudiosos da área da educação têm contribuído com suas pesquisas para garantir a qualidade de ensino e tem sido ratificado que um dos fatores que possibilitam o sucesso na aquisição do conhecimento pelo educando é a relação que se estabelece de confiança, amizade e respeito entre o docente e o discente, concretizando com reciprocidade o verdadeiro ato de aprender. “Aquele que ensina, simultaneamente aprende.” Com base nesta afirmativa, é fundamental que o educador respeite o ritmo de desenvolvimento cognitivo de seus alunos, pois uma sala de aula com alunos com várias realidades nunca será homogênia. Por isso, é necessário um trabalho voltado para os diferentes níveis de aprendizagem, cabendo ao professor ser o norteador do processo ensino aprendizagem, colocando seus educandos como o sujeito desse processo.
O QUE É SER UM PROFESSOR ESPECIAL?
Um professor especial è aquele que à medida que ensina, aprende em conjunto com seus alunos, é aquele que age com dedicação e responsabilidade.
Para ser um professor especial não basta desempenhar uma atividade, mas envolver-se com esta.
Sendo assim, permanece nas mãos desse profissional a possibilidade de provocar mudanças e enfrentar desafios que são cada vez mais impostos pela nossa sociedade moderna.
Um professor especial respeita os potenciais de cada aluno, pois tem em mente que todos os seres humanos independentes de ser ou crianças são dotados de potenciais que muitas vezes precisam ser descobertos. É nesse sentido, que o verdadeiro e especial professor entra em cena, aproximando-se da criança, da sua família e do meio em que Lea vive, tornando-se então, um amigo, a quem o aluno depositará total confiança. É somente na relação de amizade e de confiança que grandes potenciais são revelados.
Em suma, para um professor torna-se especial não precisa de grandes atos porque é na simplicidade das ações que estão as verdadeiras conquistas.
RESENHA CRÍTICA DO FILME:"A MÁQUINA:O AMOR É O COMBUSTÍVEL"
A importância de se definir os objetivos
A máquina, narrativa em 1ª pessoa, conta a história de Antônio de dona Nazaré que abre a cortina e nos conta todos os fatos que aconteceram consigo quando jovem na cidade de Nordestina. Nessa cidade, todos se conheciam e entre os que lá viviam existiam aqueles que amavam a cidade e queriam continuar vivendo e aqueles que mesmo amando saiam em busca de uma vida melhor. Originando o que se chama de Êxodo rural. O enredo também fala sobre Karina (Mariana Ximenes), moça bonita, inteligente e sonhadora, que possuía um grande desejo: sair de Nordestina, que nem existia no mapa e ser atriz. Contudo, Karina não contava com um detalhe que transformaria sua vida “O amor” que despertou por Antônio. Mas e agora, o que fazer? Ficar!? Sair!? Karina tenta fugir, mas Antônio apaixonado a impede, “dizendo que ela não precisaria sair para conquistar o mundo, o mundo viria até seus pés”. Afirmando isto, nosso herói vai até ao Rio de Janeiro e se dirige a uma emissora de TV, local em que promete fazer uma viagem rumo ao futuro e ainda diz que se não conseguir, uma máquina com várias lâminas o trituraria. Com esta estratégia nosso herói consegue chamar toda a atenção da mídia para si e paralelamente para a cidade de Nordestina que fica conhecida mundialmente.
Com este método, João, o homem do tempo, conseguiu trazer turistas, grandes emissoras para a cidade, fazendo com que o mundo viesse até seu grande amor. E que por sua vez quem ganhará, também, é a cidade que passa a figurar no mapa!
O que está implícito na Máquina
O romance é uma denúncia social que revela em forma de poesia e prosa a realidade daqueles que saem dos seus lares para tentar a sorte nos grandes centros urbanos. Além, disso aborda também o progresso tecnológico enfatizando o uso maciço uso da mídia como instrumento de poder (Tv, antenas parabólicas, canais de TV). A forma como tais assuntos são tratados é surpreendente, pois de uma maneira bastante sutil nos faz refletir que o ser humano vive para tornar reais seus sonhos. O que também nos chama a atenção é o fato de que o filme consegue prender a atenção por apresentar de forma descontraída temas como: amor, perspectiva de vida, desigualdade social e a persistência. O filme tem dentro de si outro aspecto cujo, Jauss em suas teses sobre a teoria da Estatística e Recepção reconhece como a segunda tese. Esta diz respeito ao conhecimento prévio e ainda a afirmativa de que a obra literária não se apresenta como novidade absoluta, ela se reporta ao já conhecido, ou seja, há o eco de outro texto. O filme a máquina, não escapa desta análise, pois suas características se assemelham aos da obra O Auto da Compadecida, nos aspectos como: ambiente, o modo de falar e a forma simples de vida da população. Outro ponto que chama a atenção é o grau de envolvimento dos atores que trabalham incansavelmente para a obra sair simplesmente do papel e ganhar configuração em 3D. Estão de parabéns. Além do elenco magnífico a equipe de sonoplastia não deixa a desejar na escolha da trilha sonora que encanta ao assistirmos. A trama nos envolve com o amor dos apaixonados Antônio e Karina ambos com sonhos tão distintos e que no fim conseguem uni-los em um único propósito o AMOR.
A máquina: o amor é o combustível
Direção: João Falcão
Elenco: Paulo Autran, Gustavo Falcão, Mariana Ximenes, Lázaro Ramos, Wagner Moura, Edmilson Barros, Aramis Trindade.
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